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Professora premiada em Congresso de Extensão pela realização de projeto sobre cultura popular

A Profa. Dra. Marília Coelho, docente do Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp – Campus de Presidente Prudente – se destaca como uma das contempladas em 2011 na premiação do 6º Congresso de Extensão Universitária da Unesp. O Projeto Redescobrindo a cultura popular, uma iniciativa da professora desde 2002 e que mereceu premiação especial tem por principal objetivo o resgate, difusão e apoio das práticas populares de Presidente Prudente e região. Foi uma proposta piloto para ser desdobrada, beneficiando outras regiões do Estado de São Paulo.

"Sabe-se que a cultura popular é o celeiro da autêntica criatividade da cultura de um povo. É também sua expressão mais forte de autonomia e domínio. Esse trabalho é de fundamental importância para a preservação do patrimônio cultural imaterial de nossa cidade e região, já que na sua grande maioria, as diversas manifestações da cultura popular em nosso país continuam ofuscadas pelo domínio da cultura “dita” dominante, cultura esvaziada, anestesiante e massificadora", comenta a professora.

A pesquisa foi realizada com base em material bibliográfico de autores clássicos que desenvolveram um estudo minucioso sobre cultura popular no Brasil, como: Ricardo Azevedo, Alceu Araujo Maynard, entre outros. O trabalho foi desenvolvido em eventos como o Mapa Cultural Paulista, o Festival Nacional do Folclore de Olímpia/SP, visitas aos Museus do Folclore de Penápolis e de Olímpia/SP.

Como produto mais expressivo desse trabalho, o Projeto gerou 2 Livros Infantis, voltados para o público infantil de 7 a 10 anos de idade, intitulados:“Almanaque da cultura popular de Presidente Prudente e Região”, Volume 1 e Volume 2, todos na versão em pdf.

Veja também a versão animada.

Ao integrar o ensino e a pesquisa com as demandas sociais, o Projeto incorpora o comprometimento da comunidade universitária com interesses e necessidades da sociedade em todos os níveis e, o mais importante: articula o saber acadêmico ao saber popular. No caso do público infantil (seu principal alvo), a função sócioeducativa do material já editado, extrapola a mera informação sobre as práticas populares tradicionais de nossa região.

Ao utilizar uma linguagem característica de um Almanaque, proporciona um conhecimento e aproximação do público infantil com a cultura popular, estimulando a percepção de sua simbologia e importância. Dessa forma, sua ação sócioeducativa, compreendendo múltiplas funções, além de transmitir para as gerações futuras, as práticas, técnicas, representações que os grupos de indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, atua como um importante instrumento de reflexão.

Memória e identidade cultural

Resguardando uma memória e identidade cultural, possibilita a visibilidade dos processos de atualização, próprios de uma cultura viva. Alunos de diversas áreas passaram pelo Projeto. No entanto, a atuação do ex-bolsista, pedagogo e cartunista Deva Bakta foi decisiva para a pesquisa, adaptação dos textos originais, ilustração e por fim, a criação dos livros gerados a partir da proposta idealizada para o mesmo.

Através de articulações que foram emergindo naturalmente, o Projeto conquista o reconhecimento público, ganhando novas adesões e simpatia, terminando por ter sua proposta desdobrada para outra região do Estado de São Paulo – o Vale do Paraíba – iniciando este ano pela cidade de São José dos Campos, com o apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, dessa cidade. A cada região investigada, será gerado outro Livro Infantil, com as práticas populares específicas de cada localidade.

Dessa forma, a FCT/UNESP com uma proposta inovadora, assegura mais uma função de responsabilidade social da Universidade e, ao mesmo tempo, passa a marcar presença na luta dos demandantes pela preservação da cultura popular em nosso país.

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa - FCT UNESP (modificado)

Edificação na Rua Augusta em SP será derrubado para construção de prédio

A história da música de Adoniran Barbosa se repete na esquina da rua Augusta com a Dona Antônia de Queirós (centro de SP): um "palacete assobradado", usado como cortiço e cuja história é um pouco desconhecida.
Comprado pela construtora Esser, que não deu detalhes sobre o empreendimento, tampouco de quem comprou e quanto pagou pela área, o terreno dará lugar a mais um dos vários empreendimentos que surgem na região e que elevam o preço do metro quadrado na área à casa dos R$ 6.000. O valor é o mesmo encontrado em bairros nobres como Vila Madalena, Brooklin e Moema. 
Esta valorização está expulsando os tradicionais prostíbulos da Augusta para dar lugar, além de prédios de alto a padrão, a bares, clubes e restaurantes.Na última sexta, "veio os home co'as ferramenta". O novo dono mandou derrubar a construção, que havia anos estava em péssimo estado de conservação. Deu três dias para desocupação. Segundo o engenheiro responsável pela demolição, o trabalho de desmonte do casarão duraria no máximo duas horas se fosse feito mecanicamente. Como não há espaço para o maquinário, a intervenção será manual e vai durar cerca de um mês.

Sem Teto
 
Porém, nem todos os atuais seis moradores "pegaram as coisas e foram pro meio da rua apreciar a demolição". O pedreiro José Raimundo da Silva, 59, que  habita no local há seis anos, teve que ficar. "Não se aluga nada hoje em dia sem contrato e isso demora uns dias".
A demolição começou com ele dentro mesmo. Ontem, seu José, que até poucos dias atrás se reunia com os "companheiros de maloca" na calçada do prédio para jogar dominó e fazer churrasquinho, reclamava que seu quarto já estava sem teto. A chuva molhou seus documentos. "Ninguém veio nem avisar. Achei uma sacanagem", diz.
 
Características do imóvel
 
Os integrantes do movimento Preserva São Paulo, especialistas em rastrear a história do patrimônio avaliam que o prédio seja em estilo "art nouveau". Os órgãos de patrimônio tampouco se interessaram pela construção. Não há qualquer resolução de tombamento no Departamento de Patrimônio Histórico do município, Conpresp e Condephaat. 
 
De acordo com o site São Paulo Antiga, ele data de 1913 e pertenceu a August Schauerte que ocupou o andar superior, até o final dos anos 1960. Já o andar inferior, destinado a fins comerciais, foi durante muitos anos endereço de uma bem conhecida loja de produtos ortopédicos da região, chamada Ortopedia Salva-Pé (hoje, Salvapé Produtos Ortopédicos). Com o tempo a empresa cresceu e mudou-se do local.
 
Fonte: Folha de S. Paulo (revisado, pois o texto estava muito ruim) e São Paulo Antiga  Fotos: Alexandre Rezende (Folha) e Douglas Nascimento (SPa)

Projeto "Arquivo Histórico Municipal Washington Luis: A Cidade de São Paulo e sua Arquitetura"

Programa de Políticas Públicas da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo financia este projeto desde 2007

Em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e o Arquivo Histórico Municipal Washington Luiz o projeto se propõem a informatizar o Fundo Particular Severo e Villares S/A e a Série Obras Particulares.

Correspondendo ao período de 1906 a 1920 pertencentes ao acervo do Arquivo Municipal, cerca de 70.000 documentos estão passando por tratamento arquivístico adequado (descrição documental em catálogo informatizado, reprodução fotográfica e digital dos projetos arquitetônicos).

O intuito é facilitar a consulta, informatizar o acervo, agilizar a pesquisa e divulgá-la em larga escala.

Eu sou uma das bolsistas de capacitação técnica do projeto que conta com uma equipe dos cursos de arquitetura, artes plásticas, design, fotografia, geografia, história, letras e publicidade.

Veja o filme que produzimos para apresentar na Semana de Valorização do Patrimônio Histórico e Cultural da Cidade de São Paulo realizado em Dezembro de 2009!



Saiba mais:

Primeira Fase
Projeto de Parceria

Segunda Fase
Secretaria de Cultura
Relatório da Gestão 2005-2008

Equipe atual do Projeto

Semana de Valorização do Patrimônio Histórico e Cultural da Cidade de São Paulo

Desenho da Fachada de Francisco de Paula Ramos de Azevedo. Acervo: AHMWL

Criada para promover o patrimônio histórico, cultural e ambiental paulistano a Semana integra o calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo.

As atividades acontecem todos os anos sempre na primeira semana de dezembro. Em 2009, entre os dias 5 e 12 com o tema "Gestão do patrimônio tombado da cidade" foram realizadas desde mesas-redondas até visitas monitoradas a obras de restauro em andamento, como o Teatro Municipal de São Paulo e o edifício Ramos de Azevedo, sede do Arquivo Histórico Municipal.

Veja a programação de 2009

Porque estou postando isso agora?

Primeiro: O evento é excelente e sugiro que se preparem para o final do ano.

Segundo: É gratuito. Tire suas dúvidas, pergunte, questione sobre o patrimônio da cidade com especialistas a um público pequeno.

Terceiro: Porque o projeto na qual trabalho atualmente participou de uma das mesas redondas. Saiba mais no próximo post...