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Dossiês dos Bens Culturais Imateriais registrados no Brasil para download

O Decreto n° 3.551/2000 institui o registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro e cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial.

Os Bens são agrupados por categoria e registrados nos seguintes livros:

  • Livro de Registro dos Saberes, para os conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades;
  • Livro de Registro de Celebrações, para os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social;
  • Livro de Registros das Formas de Expressão, para as manifestações artísticas em geral; Livro de Registro dos Lugares, para mercados, feiras, santuários, praças onde são concentradas ou reproduzidas práticas culturais coletivas.
Fonte: Iphan

Os Dossiês do Patrimônio Imaterial são o resultado de toda a pesquisa que gerou os registros de bens culturais do Patrimônio Imaterial Brasileiro. Os livros são distribuídos para instituições de ensino e da sociedade civil. Não estão à venda e os arquivos estão disponíveis para download nos links abaixo:

1. Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
2. Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi  
3. Círio de Nossa Senhora de Nazaré  
4. Samba de Roda do Recôncavo Baiano  
5. Modo de Fazer Viola-de-Cocho  
6. Ofício das Baianas de Acarajé  
7. Jongo no Sudeste  
8. Cachoeira de Iauaretê – Lugar sagrado dos povos indígenas dos Rios Uaupés e Papuri  
9. Feira de Caruaru  
10. Frevo  
11. Tambor de Crioula do Maranhão  
12. Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo  
13. Modo artesanal de fazer Queijo de Minas, nas regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre  
14. Roda de Capoeira  
15. Ofício dos mestres de capoeira  
16. Modo de fazer Renda Irlandesa (Sergipe)  
17. O toque dos Sinos em Minas Gerais  
18. Ofício de Sineiro  
19. Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis (Goiás)  
20. Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe  
21. Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro  
22. Festa de Sant' Ana de Caicó  
23. Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão  
24. Saberes e Práticas Associados aos Modos de Fazer Bonecas Karajá 
25. Rtixòkò: expressão artística e cosmológica do Povo Karajá

Projeto Fortalezas Multimídia - Santa Catarina

Tela do MultimídiaO Projeto Fortalezas Multimídia é uma realização da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e desde 1995 tem como objetivo promover o estudo, a divulgação, a valorização e a preservação das Fortificações Militares no Brasil e no Mundo, por intermédio da utilização de recursos computacionais multimídia.

Os recursos multimídia podem ser utilizados para estudo, sistematização, divulgação, valorização e preservação do patrimônio cultural, com uma alta capacidade de interatividade, seletividade e abrangência de informações, servindo como suporte ao desenvolvimento de ações de caráter educacional, cultural e turístico. A preocupação com o estudo e a preservação do patrimônio cultural levou à criação do Projeto Fortalezas Multimídia, no final de 1995, pelo arquiteto Roberto Tonera da UFSC.

Concluída a restauração física das Fortalezas catarinenses, gerenciadas pela Universidade Federal, fazia-se necessário intensificar a revitalização destes monumentos, promovendo a sua difusão no Brasil e internacionalmente, propiciando ao público em geral acesso interativo a um fantástico universo de informações sobre estas fortificações, sobre a história de Santa Catarina e do Brasil. A sistematização e disponibilização dessas informações em meio digital possibilitam, com certeza, a otimização do potencial cultural, educacional e turístico destes monumentos. Além disso, a valorização das fortificações militares históricas vem promovendo ainda o desenvolvimento turístico das regiões onde estas construções estão inseridas e contribuindo para a geração de novos empregos.

RELEVÂNCIA

Tela do Multimídia O sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina foi construído durante o século XVIII para assegurar o domínio português nessa região, tendo sido fundamental na consolidação dos limites do Brasil meridional. As Fortalezas são as construções remanescentes mais antigas do Estado, representando o marco zero neste processo de ocupação. A importância destas fortalezas ganha ainda mais destaque neste ano quando o Sistema Defensivo completa 262 anos de existência.  

As construções mais significativas desse Sistema são as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa, Santo Antônio de Ratones e Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, todas sob a tutela das UFSC. Concluída a restauração física das Fortalezas gerenciadas pela UFSC, faz-se necessário intensificar a revitalização destes monumentos, promovendo a sua difusão no Brasil e internacionalmente, propiciando ao público em geral acesso interativo a um fantástico universo de informações sobre estas fortificações, sobre a história de Santa Catarina e do Brasil.

A sistematização e disponibilização dessas informações em meio digital possibilitará com certeza a otimização do potencial cultural, educacional e turístico destes monumentos. Além disso, a valorização das fortificações históricas promoverá ainda o desenvolvimento turístico das regiões onde estas construções estão inseridas.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi a escolhida para o primeiro CD-ROM da coleção sobre fortificações, visto ser a principal e maior fortaleza do Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina. A Fortaleza Capitânia, como também era conhecida, foi, além de sede do primeiro governo da capitania de Santa Catarina, a primeira fortaleza a ser adotada pela UFSC em 1979 e a primeira a ser restaurada. Hoje, a Fortaleza de Anhatomirim recebe aproximadamente 65% do contingente de visitantes das fortificações catarinenses.
Fonte: Projeto Fortalezas

8º Seminário de Cidades Fortificadas e 3º Encontro de Gestores de Fortificações

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército – DPHCEx, a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e o Espacio Cultural Al Pie de la Muralla convidam para a participação no 8º Seminário de Cidades Fortificadas e 3º Encontro de Gestores de Fortificações que será realizado no período de 22 a 26 de outubro de 2012, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, sob a organização da DPHCEx.

O evento originou-se em 2005 no Uruguai, onde ocorreram as cinco primeiras edições sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla. Em 2010 a Universidade Federal de Santa Catarina deu início à trajetória brasileira do seminário em Florianópolis e, em 2011 a Prefeitura de Bertioga foi a anfitriã e organizadora do evento. A edição de 2012 terá a participação de estudiosos e gestores brasileiros (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo) e de diversos países convidados (Chile, Cuba, Holanda, México, Paraguai, Porto Rico, Portugal e Uruguai) permitindo um enriquecedor intercâmbio de pesquisas e experiências relacionadas ao estudo, à documentação, à preservação, à valorização e à gestão das fortificações históricas desses referidos países.

Acesse a página da 8ª edição do seminário para inscrição no evento e para outras informações:

Informações sobre as sete edições anteriores do seminário, inclusive com acesso aos textos integrais de todas as apresentações já realizadas, estão disponíveis no site.

Professora premiada em Congresso de Extensão pela realização de projeto sobre cultura popular

A Profa. Dra. Marília Coelho, docente do Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp – Campus de Presidente Prudente – se destaca como uma das contempladas em 2011 na premiação do 6º Congresso de Extensão Universitária da Unesp. O Projeto Redescobrindo a cultura popular, uma iniciativa da professora desde 2002 e que mereceu premiação especial tem por principal objetivo o resgate, difusão e apoio das práticas populares de Presidente Prudente e região. Foi uma proposta piloto para ser desdobrada, beneficiando outras regiões do Estado de São Paulo.

"Sabe-se que a cultura popular é o celeiro da autêntica criatividade da cultura de um povo. É também sua expressão mais forte de autonomia e domínio. Esse trabalho é de fundamental importância para a preservação do patrimônio cultural imaterial de nossa cidade e região, já que na sua grande maioria, as diversas manifestações da cultura popular em nosso país continuam ofuscadas pelo domínio da cultura “dita” dominante, cultura esvaziada, anestesiante e massificadora", comenta a professora.

A pesquisa foi realizada com base em material bibliográfico de autores clássicos que desenvolveram um estudo minucioso sobre cultura popular no Brasil, como: Ricardo Azevedo, Alceu Araujo Maynard, entre outros. O trabalho foi desenvolvido em eventos como o Mapa Cultural Paulista, o Festival Nacional do Folclore de Olímpia/SP, visitas aos Museus do Folclore de Penápolis e de Olímpia/SP.

Como produto mais expressivo desse trabalho, o Projeto gerou 2 Livros Infantis, voltados para o público infantil de 7 a 10 anos de idade, intitulados:“Almanaque da cultura popular de Presidente Prudente e Região”, Volume 1 e Volume 2, todos na versão em pdf.

Veja também a versão animada.

Ao integrar o ensino e a pesquisa com as demandas sociais, o Projeto incorpora o comprometimento da comunidade universitária com interesses e necessidades da sociedade em todos os níveis e, o mais importante: articula o saber acadêmico ao saber popular. No caso do público infantil (seu principal alvo), a função sócioeducativa do material já editado, extrapola a mera informação sobre as práticas populares tradicionais de nossa região.

Ao utilizar uma linguagem característica de um Almanaque, proporciona um conhecimento e aproximação do público infantil com a cultura popular, estimulando a percepção de sua simbologia e importância. Dessa forma, sua ação sócioeducativa, compreendendo múltiplas funções, além de transmitir para as gerações futuras, as práticas, técnicas, representações que os grupos de indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, atua como um importante instrumento de reflexão.

Memória e identidade cultural

Resguardando uma memória e identidade cultural, possibilita a visibilidade dos processos de atualização, próprios de uma cultura viva. Alunos de diversas áreas passaram pelo Projeto. No entanto, a atuação do ex-bolsista, pedagogo e cartunista Deva Bakta foi decisiva para a pesquisa, adaptação dos textos originais, ilustração e por fim, a criação dos livros gerados a partir da proposta idealizada para o mesmo.

Através de articulações que foram emergindo naturalmente, o Projeto conquista o reconhecimento público, ganhando novas adesões e simpatia, terminando por ter sua proposta desdobrada para outra região do Estado de São Paulo – o Vale do Paraíba – iniciando este ano pela cidade de São José dos Campos, com o apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, dessa cidade. A cada região investigada, será gerado outro Livro Infantil, com as práticas populares específicas de cada localidade.

Dessa forma, a FCT/UNESP com uma proposta inovadora, assegura mais uma função de responsabilidade social da Universidade e, ao mesmo tempo, passa a marcar presença na luta dos demandantes pela preservação da cultura popular em nosso país.

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa - FCT UNESP (modificado)

Projeto A cor da Cultura disponibiliza material para professores

A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.


Leia na íntegra o marco conceitural

O Projeto disponibiliza um kit para professores que pode ser baixado pelo site. O kit é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País.

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizará o material físico aos municípios, porém, as escolas devem se cadastrar também via o citado portal. A solicitação ao MEC deve ser feita pelas secretarias de educação, incluindo o projeto em seu plano de ação de 2012.  A Cor da Cultura é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.

Segundo a pesquisadora Nilma Lima Gomes "O percurso de normatização decorrente da aprovação da Lei nº 10.639/03 deveria ser mais conhecido pelos educadores e educadoras das escolas públicas e privadas do país. Ele se insere em um processo de luta pela superação do racismo na sociedade brasileira e tem como protagonistas o Movimento Negro e os demais grupos e organizações partícipes da luta antirracista. Revela também uma inflexão na postura do Estado, ao pôr em prática iniciativas e práticas de ações afirmativas na educação básica brasileira, entendidas como uma forma de correção de desigualdades históricas que incidem sobre a população negra em nosso país" (Veja o Artigo completo).


Conheça a programação

Fonte: A cor da cultura/ Fundação Palmares

Edificação na Rua Augusta em SP será derrubado para construção de prédio

A história da música de Adoniran Barbosa se repete na esquina da rua Augusta com a Dona Antônia de Queirós (centro de SP): um "palacete assobradado", usado como cortiço e cuja história é um pouco desconhecida.
Comprado pela construtora Esser, que não deu detalhes sobre o empreendimento, tampouco de quem comprou e quanto pagou pela área, o terreno dará lugar a mais um dos vários empreendimentos que surgem na região e que elevam o preço do metro quadrado na área à casa dos R$ 6.000. O valor é o mesmo encontrado em bairros nobres como Vila Madalena, Brooklin e Moema. 
Esta valorização está expulsando os tradicionais prostíbulos da Augusta para dar lugar, além de prédios de alto a padrão, a bares, clubes e restaurantes.Na última sexta, "veio os home co'as ferramenta". O novo dono mandou derrubar a construção, que havia anos estava em péssimo estado de conservação. Deu três dias para desocupação. Segundo o engenheiro responsável pela demolição, o trabalho de desmonte do casarão duraria no máximo duas horas se fosse feito mecanicamente. Como não há espaço para o maquinário, a intervenção será manual e vai durar cerca de um mês.

Sem Teto
 
Porém, nem todos os atuais seis moradores "pegaram as coisas e foram pro meio da rua apreciar a demolição". O pedreiro José Raimundo da Silva, 59, que  habita no local há seis anos, teve que ficar. "Não se aluga nada hoje em dia sem contrato e isso demora uns dias".
A demolição começou com ele dentro mesmo. Ontem, seu José, que até poucos dias atrás se reunia com os "companheiros de maloca" na calçada do prédio para jogar dominó e fazer churrasquinho, reclamava que seu quarto já estava sem teto. A chuva molhou seus documentos. "Ninguém veio nem avisar. Achei uma sacanagem", diz.
 
Características do imóvel
 
Os integrantes do movimento Preserva São Paulo, especialistas em rastrear a história do patrimônio avaliam que o prédio seja em estilo "art nouveau". Os órgãos de patrimônio tampouco se interessaram pela construção. Não há qualquer resolução de tombamento no Departamento de Patrimônio Histórico do município, Conpresp e Condephaat. 
 
De acordo com o site São Paulo Antiga, ele data de 1913 e pertenceu a August Schauerte que ocupou o andar superior, até o final dos anos 1960. Já o andar inferior, destinado a fins comerciais, foi durante muitos anos endereço de uma bem conhecida loja de produtos ortopédicos da região, chamada Ortopedia Salva-Pé (hoje, Salvapé Produtos Ortopédicos). Com o tempo a empresa cresceu e mudou-se do local.
 
Fonte: Folha de S. Paulo (revisado, pois o texto estava muito ruim) e São Paulo Antiga  Fotos: Alexandre Rezende (Folha) e Douglas Nascimento (SPa)

Especial chuvas no nordeste do Brasil - Parte II (Alagoas)

Patrimônio Histórico e Cultural de Alagoas

Em Alagoas, existem até o momento 9 patrimônios tombados pelo IPHAN - a maioria concentrada na cidade de Penedo na divisa do Estado de Sergipe e a 157 km da capital alagoana.

Centro Histórico de Penedo

Com uma população de aproximadamente 50mil habitantes e localiza-se no extremo sul de Alagoas as margens do Rio São Francisco, a cidade de Penedo é uma das mais bonitas e antigas cidades históricas brasileiras e impressiona seus visitantes pelo seu rico patrimônio histórico-cultural. Suas igrejas, conventos e palacetes do século XVII  e XVIII proporcionam uma verdadeira viagem ao passado do Brasil Colonial.


Erguendo-se imponente sobre um rochedo às margens do rio São Francisco, a cidade de Penedo é um relicário vivo, que conserva um patrimônio artístico-cultural de grande valor, tendo sido palco de acontecimentos importantes do Brasil Colonial. As marcas dos colonizadores portugueses, holandeses, franceses e dos missionários franciscanos, podem ser constatadas na arquitetura barroca de conventos e igrejas.

Convento e Igreja de Santa Maria dos Anjos

A Igreja levou 99 anos para ser construída e tem pintura no teto de Libório Lázaro Lial Alves. Em qualquer ponto da igreja, quando se olha para a pintura os olhares de Maria e dos anjos acompanham. A igreja, de 1669, é um exemplo do estilo barroco e está integrada com o convento e o Museu de São Francisco, onde existem móveis da época. O altar-mor foi pintado com ouro em pó misturado com clara de ovo e óleo de baleia. Um amplo pátio abre caminho para as salas onde estão peças sacras antigas e outros objetos interessantes e curiosos como o ferro de fazer hóstia e a imagem de São Francisco tocando violino. No lugar pode-se saber da história da ordem franciscana de 1659 a 1759.

Igreja de Nossa Senhora da Corrente

Ela fica às margens do Rio São Francisco. O nome do templo ainda hoje é motivo de controvérsia entre estudiosos. Uns associam ao sobrenome de uma de suas benfeitoras, Ana Felícia da Corrente, enquanto outros ligam o nome de Nossa Senhora à correnteza do rio. Certo é que a devoção à Nossa Senhora da Corrente não é conhecida na iconografia católica.

A igreja mistura magnitude e simplicidade. No altar a imagem de Nossa Senhora da qual foram roubadas há cerca de 15 anos a coroa e a corrente de ouro. Durante a celebração de casamentos, os noivos eram envolvidos pela corrente para simbolizar a felicidade conjugal. É toda construída em madeira. Um painel com azulejo português chama a atençao do visitante para uma das paredes da igreja. Os pisos são ingleses importados pela família Lemos, de origem portuguesa.

A fachada é barroca e o frontão é da "escola pernambucana", com três janelas e uma porta. A nave é decorada de azulejos portugueses com motivos marianos e piso de mosaico inglês. No forro, pintura ilusionista do Sagrado Coração de Jesus. A construção começou em 1720 como capela privativa da família Lemos. No movimento abolicionista, os escravos usaram a igreja como refúgio - à esquerda do altar, veja a passagem secreta onde eles ficavam até receber uma carta de alforria falsificada e, assim, fugir para Palmares.

Igreja de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos

A fachada é ornada de decorações esculpidas em pedra calcária da região. Existe, nesta Igreja, um conjunto de imagens representando os passos, como também a imagem mais antiga da cidade denominada Ecce Homo. 
A capela primitiva foi construída pelos ermitões e, a atual começou a ser construída em 1758 quando a irmandade foi organizada. Como consta no pódio, a pedra fundamental foi lançada em dezembro de 1759. A fachada e o interior têm excelente trabalho de cantaria. 

As torres foram alteradas no Século XIX e comprometeram o equilíbrio original do monumento, os retábulos neoclássicos têm talha semelhante aos de Salvador, o lavabo da sacristia, de pedra calcárea, tem desenho rococó e carrancas são usadas nos pedestais das ombreiras da porta principal como nos retábulos protobarrocos espanhóis.
O frontispício é trabalhado em pedra com motivos barrocos, os cortes de pequena profundidade lembram a ourivesaria. O altar-mor é em estilo barroco, lateralmente ao arco-cruzeiro, os dois altares de canto são em estilo neoclássico e os quatro altares colaterais são semelhantes à talha neoclássica de Salvador.

Casa natal de Marechal Deodoro da Fonseca

Antiga capital do estado de Alagoas, Marechal Deodoro reúne um conjunto colonial formado igrejas, sobrados e coloridas casas do século XVIII. O acervo arquitetônico coroou a cidade com o título de Patrimônio Histórico Nacional em 2006, o que vem garantindo melhorias nas construções - muitas em ruínas. Situada na região metropolitana e distante a 33km de Maceió, tem aproximadamente 40 mil habitantes e foi  rebatizada  em 1939 para homenagear o primeiro presidente do Brasil. A edificação em estilo colonial onde nasceu e residiu  até os  6 anos o Marechal possui a fachada intacta, porém o imóvel sofreu diversas modificações e antes de ser restaurado e adaptado para servir de Museu composto de um acervo variado de utencílios e pertences pessoais.

Convento e Igreja de Santa Maria Madalena da Ordem de São Francisco

Também localizada na cidade de Marechal Deodoro, hoje serve de Museu de Arte Sacra do Estado. Sua construção inicia-se em 1635 onde existiu um recolhimento de frades franciscanos. A edificação durou mais de um século, e seu frontispício só foi concluído em 1793. Este templo apresenta características do barroco do século XVIII. D e1821 a 1839, quando da mudança da capital para Maceió, parte do convento serviu de quartel militar às tropas vindas de Maceió.






 Casa de Graciliano Ramos 
 
Localizada na cidade de Palmeira dos Índios, possui aproximadamente 70 mil habitantes e dista 136 km da capital alagoana. É conhecida por ter sido cidade de residência do escritor Graciliano Ramos, sendo este o terceiro prefeito. A casa virou museu  onde são guardados livros, documentos e trabalhos realizados pelo escritor. Escrito nesta casa, incluiu fatos do cotidiano da cidade no seu livro Caetés de 1933.




Serra da Barriga
Localizada na Zona da Mata alagoana na atual cidade de União dos Palmares, há 92 km de Maceió, nas margens do Rio Mundaú e divisa do município de Branquinha, acima do nível do mar mais de 500 metros, no então Planalto da Borborema, a Serra da Barriga antes chamada de Oiteiro da Barriga e Cerca Real dos Macacos, foi berço de liberdade de milhares de guerreiros quilombolas sublevados e determinados a viverem uma nova forma de vida, totalmente diferente da que queriam seus opressores, como povo escravizado e sem dignidade humana.
Habitaram primeiramente nos sítios e nas encostas da Serra da Barriga: A Princesa Banta – imbangala Aqualtune e seus filhos Ganga-Zumba, Ganga-Muiça, Ganga-Zona, bem como seu neto Andalaquituche irmão de Zumbi. Todos de descendência angolana da cultura Bantu dos jagas e imbangalas.

Fontes:
http://www.turismoalagoas.hpg.ig.com.br/tur-penedo.htm 
http://www.unisantos.br/pos/revistapatrimonio/painel.php?cod=1323 
http://www.ferias.tur.br/informacoes/114/marechal-deodoro-al.html
http://www.quilombodospalmares.org.br/index.php?sec=historia_serra_barriga

Programa Petrobrás Cultural

Petrobras abre inscrições para 16 áreas de seleção pública na área de cultura.


Em 2003, nasce o Programa Petrobras Cultural (PPC), abordando a cultura brasileira em suas mais diversas manifestações e segmentos. Alinhado ao Planejamento Estratégico da Companhia e em sintonia com as políticas públicas para o setor, o PPC vem fundamentar a atuação da empresa em torno de uma política cultural de alcance social e de afirmação da identidade brasileira. Uma das principais modalidades de escolha de projetos do PPC é a Seleção Pública.

Embora os primeiros patrocínios culturais da Petrobras remontem à década de 1980, foi em 2001 que a empresa lançou sua primeira seleção pública de projetos em âmbito nacional, o Programa Petrobras Artes Visuais, seguido, em 2002, pelos programas Petrobras Cinema, Petrobras Artes Cênicas, e Petrobras Música.

Na Edição 2010 o Programa abre para três linhas de atuação: Preservação e Memória, Produção e Difusão e Formação, cada uma com diversas áreas. Essa é uma forma da Petrobras apostar de forma transparente e democrática na produção cultural do país.

Conheça mais sobre o programa no site www.petrobras.com.br/ppc.
Fonte: Petrobrás

O bairro do Bom Retiro como Patrimônio Cultural

A Superintendência Regional do Iphan em São Paulo realiza desde 2004 reuniões públicas com os moradores do bairro Bom Retiro, na capital paulista, com o objetivo de avaliar os pontos do inventário cultural do local, que resultará na  proposta de registro da área como Patrimônio Cultural Imaterial do País.

Exemplo do que o Iphan chama de "multiculturalismo em situação urbana", o bairro é considerado um modelo de miscigenação e variedade étnica.

As pesquisas de referência culturais realizadas apontam "equipamentos, cerimônias, lugares e formas de ver e pensar o mundo", e descrevem atividades e costumes dos moradores do Bom Retiro.









Sinagoga Judaica - Colégio Santa Inês - Casa Búlgara











Faculdade de Tecnologia - Estação Pinacoteca - Loja de tecidos


Cerca de 230 itens foram levantados pelos técnicos - incluindo a feira boliviana da Kantuta, as procissões de Páscoa da Igreja Ortodoxa Grega e a Lembrança do Genocídio Armênio, todas realizadas nas ruas.
                                        

Barracas de produtos bolivianos na Feira Kantuta - Arcebispo D. Athanasio I da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega - Pedra inscrita na Catedral Armênia Católica    


Segundo a técnica do Iphan  responsável pelo projeto, Simone Toji,  o Bom Retiro, com a variedade que tem, é a síntese de São Paulo. “Para homenagear os imigrantes que lá se estabeleceram e dar visibilidade ao que há nele, decidimos iniciar os trabalhos para que o local seja declarado patrimônio imaterial", explica.

Uma vez conferido o título de Patrimônio Imaterial, o bem passa a ganhar mais visibilidade e a receber mais atenção das autoridades.

Ainda de acordo com a pesquisadora, a conservação física do local pode ser beneficiada e o turismo  impulsionado. O pedido de registro deve contemplar as ruas do bairro como patrimônio imaterial.

O projeto  foi bem recebido entre os representantes das várias nacionalidades residentes no Bom Retiro.

 








 



















Da esquerda, de cima para baixo:  Avenida Rio Branco - Fonte do Jardim da Luz - Jardim da Luz - Oficina Cultural Oswald de Andrade  - Quartel General da Polícia Militar - Praça Cel. Fernando Prestes
 

Origens da costura de povos

A presença dos imigrantes no local teve início com a instalação, em 1867, da Estrada de Ferro da São Paulo Railway (hoje Santos-Jundiaí). Após sua inauguração, depósitos e indústrias se instalaram na região, assim como a primeira Hospedaria dos Imigrantes.

Atraídos pela possibilidade de emprego, os imigrantes vieram para o bairro. No início do século 20, a colônia central era de italianos. Vindos principalmente da Rússia, Lituânia e Polônia, os judeus chegaram ao bairro a partir de 1920 e os sul-coreanos, na década de 1960.

Samba em um bar na Rua dos Italianos

Bistrô da Sara, reduto judaico na Rua da Graça

Restaurante Acrópole, típica comida grega na Rua da Graça

Mercado Coreano na Rua Três Rios

Hoje, o Bom Retiro é um bairro essencialmente comercial e tem cerca de 26 mil moradores. Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas do bairro, existem 1.500 estabelecimentos na região, sendo 70% deles pertencentes a coreanos e 30% divididos entre italianos, gregos, armênios.

Alimentos Coreanos

  Lojas de venda e concertos de máquinas de costura

Lojas com diferentes vestimentas, para todos os gostos

Tecidos produzidos no Bairro do Bom Retiro


Fonte: Ascom - IPHAN