Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial



O Iphan, em parceria com a Federação Brasileira dos Albergues da Juventude, promoverá a edição regional do Fórum Juvenil do Patrimônio Cultural. Deverão participar jovens de 18 a 22 anos, de todo o Brasil e de outros 18 países da América do Sul, África e Ásia.

Do Brasil, serão selecionados 27 jovens, um de cada estado da federação, e mais 18 jovens dos países que comporão o Centro Regional de Formação em Gestão do Patrimônio Cultural, unidade de referência internacional reconhecido pela Unesco e em fase de implantação no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro e que reúne os países da América do Sul, países africanos de língua portuguesa e espanhola, Timor Leste, além de Portugal e Espanha.

Cada candidato deve inscrever um pequeno projeto de ação educativa em prol do Patrimônio Cultural. O projeto será avaliado por uma comissão composta pelo Iphan, Albergues da Juventude e outros parceiros da rede das Casas do Patrimônio do Iphan. Os autores dos projetos escolhidos participarão de uma vivência por alguns dos Patrimônios Mundiais brasileiros.

O Fórum Juvenil deverá abarcar estudantes, líderes comunitários, membros de associações vinculadas às localidades onde existem bens do patrimônio mundial e sócios da rede internacional de Albergues da Juventude. De 16 a 26 de julho, os jovens participarão de oficinas, eventos culturais, debates e roteiros de visitas a áreas relacionadas a quatro dos 17 bens brasileiros já declarados como Patrimônio Mundial, nas cidades de Foz do Iguaçu – PR, São Miguel das Missões – RS, Goiás – GO e Brasília – DF. 

O objetivo das atividades é promover a troca de experiências e apresentar ferramentas educativas centradas no envolvimento de comunidades, na construção coletiva de conhecimentos e na apropriação social sustentável dos bens que fazem parte do patrimônio cultural e são referências para a afirmação e valorização da diversidade e das identidades culturais.

As inscrições são on-line e estarão abertas até o dia 01 de julho! 
Acesse: http://www.patrimoniojovem.com.br/



Fórum Juvenil Ibero-Americano

Um mês antes do Fórum no Brasil, ocorre na Espanha outra iniciativa de educação patrimonial voltada ao público jovem. Está acontecendo desde o dia 20 e finaliza-se no dia 30 de junho, a segunda edição do Fórum Juvenil Ibero-Americano do Patrimônio Mundial dá sequência ao evento de mesmo nome realizado em 2009, em Sevilha, quando esta cidade recebeu a 33ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial.

Este ano o encontro será sediado em Aranjuez e terá a participação de estudantes de 12 a 15 anos da Espanha, Portugal e países ibero-americanos. Do Brasil, foram selecionados um adolescente do Ceará e outro do Rio de Janeiro. Além disso, acompanhará o evento a técnica em Educação Patrimonial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Sônia Rampim Florêncio, que é a responsável pela organização do Fórum congênere a ser promovido no Brasil.


Os principais temas do Fórum de Aranjuez serão paisagem cultural e turismo sustentável. Além das atividades com os jovens, a expectativa é que o encontro sirva para estimular o aumento do intercâmbio de experiências sobre educação patrimonial entre os Ministérios da Cultura do Brasil e da Espanha. A partir da realização dos dois Fóruns Juvenis, projeta-se ainda a articulação de uma rede juvenil internacional capaz de trabalhar em conjunto com governos e outros agentes da sociedade civil em ações de preservação, promoção e sustentabilidade do Patrimônio Mundial.

Para saber mais informações sobre o Fórum Ibero-Americano, visite o site

Jogos, Donwloads sobre o Patrimônio Mundial e a Geografia
No site do Fórum Ibero-Americano existem vários jogos, para melhor conhecimento do patrimônio mundial não só para a juventude, mas para todos que tiverem mais interesse em conhecer a Geografia Mundial. Em espanhol.



Há também imagens belíssimas dos países participantes do Fórum. Faça o download e tenha em seu micro imagens como estas:






Acesse: http://www.patrimoniojoven.com/2doforojuvenil/home.php
Fonte: Coordenação de Educação Patrimonial; ASCOM.

Programa Petrobrás Cultural

Petrobras abre inscrições para 16 áreas de seleção pública na área de cultura.


Em 2003, nasce o Programa Petrobras Cultural (PPC), abordando a cultura brasileira em suas mais diversas manifestações e segmentos. Alinhado ao Planejamento Estratégico da Companhia e em sintonia com as políticas públicas para o setor, o PPC vem fundamentar a atuação da empresa em torno de uma política cultural de alcance social e de afirmação da identidade brasileira. Uma das principais modalidades de escolha de projetos do PPC é a Seleção Pública.

Embora os primeiros patrocínios culturais da Petrobras remontem à década de 1980, foi em 2001 que a empresa lançou sua primeira seleção pública de projetos em âmbito nacional, o Programa Petrobras Artes Visuais, seguido, em 2002, pelos programas Petrobras Cinema, Petrobras Artes Cênicas, e Petrobras Música.

Na Edição 2010 o Programa abre para três linhas de atuação: Preservação e Memória, Produção e Difusão e Formação, cada uma com diversas áreas. Essa é uma forma da Petrobras apostar de forma transparente e democrática na produção cultural do país.

Conheça mais sobre o programa no site www.petrobras.com.br/ppc.
Fonte: Petrobrás

10 anos de Cine BR em Movimento

O Projeto Cinema BR em Movimento foi criado com o objetivo de colaborar com a reversão dos indicadores negativos observados na área de distribuição e acesso da população brasileira aos seus bens audiovisuais. Apesar do notável amadurecimento técnico e estético e do expressivo crescimento de produções a partir de 1995 – a denominada Retomada do Cinema Brasileiro – os brasileiros, seja por questões geográficas ou econômicas, não têm tido acesso a essas obras.


Estatísticas demonstram que 92% dos municípios brasileiros não possuem sala de cinema. No ano de 2002, o circuito exibidor de cinema teve apenas 8% de suas telas ocupadas por produções nacionais. A absoluta maioria dos lançamentos comerciais só alcançam as áreas centrais dos grandes eixos urbanos do sudeste e do sul do país, contando ainda com poucos dias de permanência nas salas de cinema. Isto resulta na exclusão da maior parte da população brasileira do acesso aos seus bens artísticos, contribuindo ainda com a formação de uma sociedade balizada por imaginários contendo referências, valores e desejos exógenos.

O Cinema BR em Movimento, além de ser uma ferramenta de cidadania e inclusão social, democratizando o acesso à produção cinematográfica nacional, fomenta, através de seus Agentes Culturais espalhados por todo o território nacional, uma rede de parceiros que, de alguma forma apóia, ajuda ou incentiva o trabalho de campo dos Agentes. São parcerias importantes para o projeto que têm orgulho e prazer em participar. Selecione abaixo um estado da federação e conheça alguns de nossos parceiros.

Fui uma Agente Cultural representante do projeto nos anos de 2005 e 2006 na cidade de Presidente Prudente, onde pude junto com o apoio de colegas na época da faculdade exibir e dicutir sobre os filmes, trazendo a comunidade acadêmica e a comunidade local para um mesmo ambiente, sem divisões em prol do acesso à cultura. Foi a primeira vez que um projeto de cinema tão importante atingiu esta cidade média (200mil habitantes). Na época, um filme brasileiro no circuito comercial  ficava pouco tempo em cartaz nos únicos dois cinemas da cidade (não mudou muito de lá para cá... e em outras cidades também). Conseguimos alcançar sessões com um público de 60 a 90 pessoas, levando a análise de que o problema não é a qualidade dos filmes brasileiros, mas sim, a forma em que o capital atinge de uma forma tão cruel a aquisição dos direitos de cada individuo.




Notícias na Imprensa local sobre as sessões realizadas dentro do campus. Créditos das Imagens: Debora Nascimento e Alex Paulo de Araújo
Fonte: Cine BR

O bairro do Bom Retiro como Patrimônio Cultural

A Superintendência Regional do Iphan em São Paulo realiza desde 2004 reuniões públicas com os moradores do bairro Bom Retiro, na capital paulista, com o objetivo de avaliar os pontos do inventário cultural do local, que resultará na  proposta de registro da área como Patrimônio Cultural Imaterial do País.

Exemplo do que o Iphan chama de "multiculturalismo em situação urbana", o bairro é considerado um modelo de miscigenação e variedade étnica.

As pesquisas de referência culturais realizadas apontam "equipamentos, cerimônias, lugares e formas de ver e pensar o mundo", e descrevem atividades e costumes dos moradores do Bom Retiro.









Sinagoga Judaica - Colégio Santa Inês - Casa Búlgara











Faculdade de Tecnologia - Estação Pinacoteca - Loja de tecidos


Cerca de 230 itens foram levantados pelos técnicos - incluindo a feira boliviana da Kantuta, as procissões de Páscoa da Igreja Ortodoxa Grega e a Lembrança do Genocídio Armênio, todas realizadas nas ruas.
                                        

Barracas de produtos bolivianos na Feira Kantuta - Arcebispo D. Athanasio I da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega - Pedra inscrita na Catedral Armênia Católica    


Segundo a técnica do Iphan  responsável pelo projeto, Simone Toji,  o Bom Retiro, com a variedade que tem, é a síntese de São Paulo. “Para homenagear os imigrantes que lá se estabeleceram e dar visibilidade ao que há nele, decidimos iniciar os trabalhos para que o local seja declarado patrimônio imaterial", explica.

Uma vez conferido o título de Patrimônio Imaterial, o bem passa a ganhar mais visibilidade e a receber mais atenção das autoridades.

Ainda de acordo com a pesquisadora, a conservação física do local pode ser beneficiada e o turismo  impulsionado. O pedido de registro deve contemplar as ruas do bairro como patrimônio imaterial.

O projeto  foi bem recebido entre os representantes das várias nacionalidades residentes no Bom Retiro.

 








 



















Da esquerda, de cima para baixo:  Avenida Rio Branco - Fonte do Jardim da Luz - Jardim da Luz - Oficina Cultural Oswald de Andrade  - Quartel General da Polícia Militar - Praça Cel. Fernando Prestes
 

Origens da costura de povos

A presença dos imigrantes no local teve início com a instalação, em 1867, da Estrada de Ferro da São Paulo Railway (hoje Santos-Jundiaí). Após sua inauguração, depósitos e indústrias se instalaram na região, assim como a primeira Hospedaria dos Imigrantes.

Atraídos pela possibilidade de emprego, os imigrantes vieram para o bairro. No início do século 20, a colônia central era de italianos. Vindos principalmente da Rússia, Lituânia e Polônia, os judeus chegaram ao bairro a partir de 1920 e os sul-coreanos, na década de 1960.

Samba em um bar na Rua dos Italianos

Bistrô da Sara, reduto judaico na Rua da Graça

Restaurante Acrópole, típica comida grega na Rua da Graça

Mercado Coreano na Rua Três Rios

Hoje, o Bom Retiro é um bairro essencialmente comercial e tem cerca de 26 mil moradores. Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas do bairro, existem 1.500 estabelecimentos na região, sendo 70% deles pertencentes a coreanos e 30% divididos entre italianos, gregos, armênios.

Alimentos Coreanos

  Lojas de venda e concertos de máquinas de costura

Lojas com diferentes vestimentas, para todos os gostos

Tecidos produzidos no Bairro do Bom Retiro


Fonte: Ascom - IPHAN

Seminário e Vídeo sobre o Bom Retiro

No dia 04 de Maio acontecerá o seminário "O Multiculturalismo do Bom Retiro e as políticas de patrimônio do IPHAN" a ser realizado na Oficina Cultural Oswald de Andrade na cidade de São Paulo (Metrô Tiradentes).

Participei da equipe que colaborou para a produção do documentário (que será lançado neste seminário), a partir de uma oficina organizada pela Oswald de Andrade.

A equipe era composta de moradores e trabalhadores do bairro, técnicos de som e imagem, pesquisadores da área de patrimônio e estudantes em formação, além de muita vontade e determinação em fazer do Bom Retiro o primeiro patrimônio imaterial do Estado de São Paulo.

A Superintendência Regional do IPHAN em São Paulo informa a conclusão de parte significativa de seus trabalhos desenvolvidos durante os anos no bairro. "As pesquisas e atividades foram possíveis a partir de parceiros e amigos que sempre estiveram envolvidos no trabalho para o reconhecimento do Multiculturalismo do Bom Retiro como Patrimônio Cultural Brasileiro", comenta a técnica do IPHAN responsável Simone Toji.




O Seminário irá apresentar os trabalhos já realizados pelo IPHAN e discutirá os próximos encaminhamentos do projeto junto aos grupos locais do bairro. Será realizado no período da manhã e tarde e à noite será a exibição do documentário “Bom Retiro de Mil Povos”, com o lançamento do CD-rom Inventário de Referências Culturais do Bom Retiro.

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO “O MULTICULTURALISMO DO BOM RETIRO E AS POLÍTICAS DE PATRIMÔNIO DO IPHAN”

Manhã
10h30-12h30
Apresentação das ações do Inventário de Referências Culturais do Bom Retiro e considerações de especialista acadêmicos e outros convidados. (Convidado: Prof. Dr. Heitor Frúgoli Jr.)
Tarde
14h00-
17h00
Manifestação de representantes de grupos e instituições locais sobre as ações do Inventário de Referências Culturais do Bom Retiro e sobre a possibilidade de se realizar o pedido de reconhecimento do multiculturalismo do Bom Retiro como patrimônio cultural brasileiro, com produção de documento coletivo.
Noite
18h00
20h00
Coquetel, exibição do vídeo “Bom Retiro de Muitos Povos” e lançamento do CD-rom do Inventário de Referências Culturais do Bom Retiro.

Data: 04 de maio de 2010 (Terça-feira)
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade, 363 – Bom Retiro 

Especial Haiti

A geografia e a cultura do país mais pobre das Américas

Diante do ocorrido no último dia 12, o abalo sísmico que cobriu grande parte do território haitiano, veja abaixo um especial com informações além da miséria e do descaso dos que governaram e que ainda governam este pequeno país caribenho com a desculpa que estão pela paz.

A imprensa brasileira porcamente está cobrindo o que está ocorrendo por lá e deixou por muito tempo de comentar o que se passa antes dessa tragédia acontecer. Uma fonte mais segura e menos censurada sobre o dia-a-dia após o terremoto pode ser lida por blogs de brasileiros que estão no Haiti:

  • dos pesquisadores do curso de Ciências Sociais da Unicamp onde foram ao Haiti com a intenção de fazer uma pesquisa de campo em antropologia, conflito e pós-conflito.
  • e do Capoeirista Flávio Salvador, que coordena a implementação de um projeto de capoeira em Porto Princípe (Gingando pela Paz), com o objetivo de compartilhar saberes, aproximar culturas, bem como formar educadores haitianos em capoeira para que eles dêem continuidade as atividades do projeto no país.


  • Afinal, o que aconteceu?

Ocorreu o que chamamos na Geologia (ciência que investiga o meio natural do Planeta) de Abalo Sísmico ou Terremoto.

É um tremor de terra que pode durar segundos ou minutos.

Crédito: http://www.geografiaparatodos.com.br

Ele é provocado por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha (as placas tectônicas). Outros motivos relacionados ao abalo sísmico são os deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas.

Na região do Haiti existem duas placas que se colidem (Placa de Cocos e Placa Caribenha), criando assim uma zona sísmica e propícia a vulcões.

A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. O que atingiu o Haiti foi a de 7 graus, o mais forte desde 1770 e seu epicentro distanciou apenas 17km da capital.

Crédito: http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/shakemap/global/shake/2010rja6/

O Cônsul branco do Haiti no Brasil, não sabendo da teoria das placas tectônicas, devia ter estudado mais geografia e, assim, não passaria por esse vexame (acho que ele tava tentando competir com o Bóris Casoy)...



Vamos ver se agora diante da propagação deste vídeo, esse preconceituoso perde o emprego pois não é digno do posto que ocupa!

  • Uma história de lutas

Foi a única nação negra liberta das Américas em 1804. Primeiro país negro livre no mundo moderno e exibiu a mais próspera economia do Caribe. Sua independência foi um passo decisivo em busa dramática pela liberdade, que continua até hoje. Pagam pela ousadia de se oporem aos seus exploradores.

Seu principal produto ainda hoje continua sendo o açúcar. De excelente qualidade, concorreu com o açúcar brasileiro no século XVII e junto com toda produção das Antilhas serviu para a desvalorização do açúcar brasileiro na Europa.

Atualmente sua economia encontra-se destroçada em ruínas. O país permanece extremamente pobre, sendo o mais pobre da América e de todo o Hemisfério Ocidental. 50,2% da população é analfabeta e a expectativa de vida é de apenas 51 anos.

Sua população está concentrada nas zonas urbanas, planícies costeiras e vales. Dois terços da população vivem em áreas rurais. Cerca de 95% dos haitianos são de ascendência negra. O francês é uma das línguas oficiais, mas é falado só por certca de 10% da população. Quase todos os haitianos falam Krèyol (Crioulo), a outra língua oficial do país. Além da religião católica, a maioria pratica a religião vodou, trazida pelos descendentes africanos trazidos escravos na Ilha.
Créditos: Oscar Henrique Cardoso, Especial para o Portal Palmares


  • Patrimônio Histórico e Cultural do Haiti

Parque Nacional Histórico

Localizada ao norte do país a 27 Km da cidade Cap-Haïtien, os monumentos haitianos datam do século XIX, quando o país declarou a sua independência. A Citadelle Laferrière em particular, o palácio de Sans-Souci e Ramiers servem como símbolos universais de liberdade, sendo os primeiros monumentos construídos por escravos negros que tinham ganho a sua liberdade. Sendo um símbolo do Haiti e um motivo de orgulho, foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 1982. É actualmente um dos destinos turísticos mais populares do país.

  1. Citadelle Laferrière






















Construída entre 1805 e 1820 por cerca de 20.000 homens. O objetivo da construção da citadelle era a proteção do recém-indedependente país das invasões francesas.




2. Palácio de Sans-Souci

O Palácio de Sans-Souci (em francês sem preocupação) era a residência de Henri Cristophe, o rei do Haiti entre 1811 e 1820.








O palácio foi terminado em 1813 e foi-lhe posto esse nome em homenagem ao palácio de verão - o sanssouci - de Frederico o Grande, Rei da Prússia na cidade de Potsdam. O palácio foi destruído por um terremoto em 1842 e nunca mais foi reerguido.






Fort Liberté


A principal cidade de um dos distritos de mesmo nome do norte do Haiti.

Uma das cidades mais antigas do país, foi fundada em 1578 e
construída no estilo das cidades francesas.









Localiza-se de frente para uma baía onde pode-se visitar muitos fortes por barco, sendo o mais famoso deles o Fort-Dauphin construído em 1732.

A cidade era chamada de Bayaha pelos indígenas e espanhóis; os franceses a chamaram de Fort-Dauphin até serem expulsos em 1804, quando então o país se tornou independente.






Vodou Haitiano

Com fortes elementos dos povos da África Ocidental, o vodou desempenhou um papel longo e muitas vezes malvisto no desenvolvimento do Haiti e da identidade cultural do país. Em 1791, uma cerimônia de vodou realizada por escravos nos arredores da cidade de Cap-Haïtien, norte da ilha, deu início a 13 anos de luta contra os colonizadores franceses, terminando com a independência da Ilha.




Similar a outras religiões da diáspora africana, tais como o Candomblé e a Umbanda no Brasil que evoluíram entre descendentes de africanos transplantados nas Américas, o vodou é considerado um dos patrimônios culturais imateriais do Haiti.
Crédito desta imagem: Vallester Macaé

O turismo haitiano tem explorado o voduísmo com afinco. A ministra do turismo, Martine Deverson, disse: "Hoje em dia existe uma consciência maior do patrimônio cultural do Haiti e o vodu, apesar de freqüentemente ser confundido com magia negra, pode ser fator de atração para os visitantes". Fonte:



Tap-Tap

Diversas países no mundo possuem meios de transportes que se tornaram verdadeiros símbolos: a gôndola da Veneza; o Taxi de Nova Iorque; o Bondinho do Pão de Açúcar e de Santa Teresa, do Rio de Janeiro; o ônibus de dois andares de Londres; a bicicleta de Amsterdã; o Shinkansen, famoso trem-bala de Tóquio; entre outros.

No Haiti, mais expressivamente em Porto-Príncipe, tem o Tap-Tap, o principal meio de transporte do Haiti.

Desfilando cores, imagens e símbolos são verdadeiras obras de arte e demonstram a enorme aptidão deste povo para o artesanato. O Tap-Tap conta ainda com uma festa, a FATAH, Festa dos Artesões de Tap-Tap Haitianos. O evento nacional elegeu o ônibus mais bonito e limpo.
Fonte: Flavio Saudade