Coleção História Geral da África realizado pela Unesco

Oito volumes gratuitos para Download 

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
Fonte: Unesco

Download gratuito (somente na versão em português):

MERCOSUL Cultural passa a contar formalmente com estrutura para tratar de temas culturais

A denominação MERCOSUL cultural fará referência à reunião dos ministros da Cultura e das outras instâncias especializadas, como a de patrimônio cultural, dos países integrantes do Bloco. O Conselho do Mercado Comum (CMC), instância máxima do MERCOSUL, aprovou a estrutura orgânica e o Regimento Interno do MERCOSUL Cultural, composta pela Reunião de Ministros da Cultura (RMC) e os seguintes órgãos: o Comitê Coordenador Regional (CCR), a Secretaria do MERCOSUL Cultural (SMC), a Comissão de Patrimônio Cultural (CPC), a Comissão de Diversidade Cultural (CDC), a Comissão de Economia Criativa e Indústrias Culturais (CECIC) e o Fórum do Sistema de Informação Cultural do MERCOSUL (SICSUR).
A CPC, como órgão permanente de assistência à RMC no que corresponde ao patrimônio cultural, terá uma Coordenação Executiva que acaba de ser instalada pelo governo uruguaio em Montevidéu, conforme havia sido negociado e acordado entre todos os países integrantes na V Reunião da CPC, durante a presidência protempore uruguaia, realizada no final de 2011.
O MERCOSUL Cultural vai favorecer a consolidação dos mecanismos e instrumentos de gestão da área cultural para o Bloco. Os países participantes são Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela – e associados, como Bolívia, Chile, Equador, Peru e Colômbia. Pela delegação brasileira, têm participado de modo intenso, nesses últimos anos, representantes da Diretoria de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, da Divisão de Assuntos Culturais Multilaterais do Ministério de Relações Exteriores e da Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Para saber mais: Veja a Decisão MERCOSUL/CMC nº 15/12

Fonte: Iphan

Projeto Fortalezas Multimídia - Santa Catarina

Tela do MultimídiaO Projeto Fortalezas Multimídia é uma realização da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e desde 1995 tem como objetivo promover o estudo, a divulgação, a valorização e a preservação das Fortificações Militares no Brasil e no Mundo, por intermédio da utilização de recursos computacionais multimídia.

Os recursos multimídia podem ser utilizados para estudo, sistematização, divulgação, valorização e preservação do patrimônio cultural, com uma alta capacidade de interatividade, seletividade e abrangência de informações, servindo como suporte ao desenvolvimento de ações de caráter educacional, cultural e turístico. A preocupação com o estudo e a preservação do patrimônio cultural levou à criação do Projeto Fortalezas Multimídia, no final de 1995, pelo arquiteto Roberto Tonera da UFSC.

Concluída a restauração física das Fortalezas catarinenses, gerenciadas pela Universidade Federal, fazia-se necessário intensificar a revitalização destes monumentos, promovendo a sua difusão no Brasil e internacionalmente, propiciando ao público em geral acesso interativo a um fantástico universo de informações sobre estas fortificações, sobre a história de Santa Catarina e do Brasil. A sistematização e disponibilização dessas informações em meio digital possibilitam, com certeza, a otimização do potencial cultural, educacional e turístico destes monumentos. Além disso, a valorização das fortificações militares históricas vem promovendo ainda o desenvolvimento turístico das regiões onde estas construções estão inseridas e contribuindo para a geração de novos empregos.

RELEVÂNCIA

Tela do Multimídia O sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina foi construído durante o século XVIII para assegurar o domínio português nessa região, tendo sido fundamental na consolidação dos limites do Brasil meridional. As Fortalezas são as construções remanescentes mais antigas do Estado, representando o marco zero neste processo de ocupação. A importância destas fortalezas ganha ainda mais destaque neste ano quando o Sistema Defensivo completa 262 anos de existência.  

As construções mais significativas desse Sistema são as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa, Santo Antônio de Ratones e Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, todas sob a tutela das UFSC. Concluída a restauração física das Fortalezas gerenciadas pela UFSC, faz-se necessário intensificar a revitalização destes monumentos, promovendo a sua difusão no Brasil e internacionalmente, propiciando ao público em geral acesso interativo a um fantástico universo de informações sobre estas fortificações, sobre a história de Santa Catarina e do Brasil.

A sistematização e disponibilização dessas informações em meio digital possibilitará com certeza a otimização do potencial cultural, educacional e turístico destes monumentos. Além disso, a valorização das fortificações históricas promoverá ainda o desenvolvimento turístico das regiões onde estas construções estão inseridas.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi a escolhida para o primeiro CD-ROM da coleção sobre fortificações, visto ser a principal e maior fortaleza do Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina. A Fortaleza Capitânia, como também era conhecida, foi, além de sede do primeiro governo da capitania de Santa Catarina, a primeira fortaleza a ser adotada pela UFSC em 1979 e a primeira a ser restaurada. Hoje, a Fortaleza de Anhatomirim recebe aproximadamente 65% do contingente de visitantes das fortificações catarinenses.
Fonte: Projeto Fortalezas

8º Seminário de Cidades Fortificadas e 3º Encontro de Gestores de Fortificações

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército – DPHCEx, a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e o Espacio Cultural Al Pie de la Muralla convidam para a participação no 8º Seminário de Cidades Fortificadas e 3º Encontro de Gestores de Fortificações que será realizado no período de 22 a 26 de outubro de 2012, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, sob a organização da DPHCEx.

O evento originou-se em 2005 no Uruguai, onde ocorreram as cinco primeiras edições sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla. Em 2010 a Universidade Federal de Santa Catarina deu início à trajetória brasileira do seminário em Florianópolis e, em 2011 a Prefeitura de Bertioga foi a anfitriã e organizadora do evento. A edição de 2012 terá a participação de estudiosos e gestores brasileiros (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo) e de diversos países convidados (Chile, Cuba, Holanda, México, Paraguai, Porto Rico, Portugal e Uruguai) permitindo um enriquecedor intercâmbio de pesquisas e experiências relacionadas ao estudo, à documentação, à preservação, à valorização e à gestão das fortificações históricas desses referidos países.

Acesse a página da 8ª edição do seminário para inscrição no evento e para outras informações:

Informações sobre as sete edições anteriores do seminário, inclusive com acesso aos textos integrais de todas as apresentações já realizadas, estão disponíveis no site.

Publicação voltada para educação patrimonial estará disponível nas escolas brasileiras

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o primeiro fascículo sobre Educação Patrimonial no Programa Mais Educação. O material disponível em http://bit.ly/iphamaiseducacao e que também será distribuído às escolas que optarem pela atividade é o primeiro do kit que englobará outros dois.

A ideia do projeto realizado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan é que os estudantes realizem inventários dos patrimônios locais nos territórios nos quais as escolas estão inseridas. Ao escolher desenvolver o projeto sobre Educação Patrimonial, a escola receberá recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Educação Integral – para aquisição de equipamentos audiovisuais. Desta forma, poderão elaborar e divulgar os inventários produzidos.

Serão máquinas fotográficas com a função filmagem; gravadores de áudio digital (MP3); HD externo; tripé de câmera; cartucho colorido de impressora ou apoio para serviço de impressão; fichas para o inventário, além de R$ 1.000,00 (mil reais) como apoio para as saídas de campo; e outros R$ 700,00 (setecentos reais) para produzir exposições, encontros, rodas de memória, mostras de filmes, e outros, a partir dos resultados do inventário.

O segundo fascículo, em elaboração, apresentará conceitos importantes para o desenvolvimento do trabalho como, por exemplo, cultura, memória e identidade. O terceiro trará um repertório de possíveis ações educativas ligadas ao tema. Também está em elaboração um caderno com orientações para a realização do inventário.

A parceria entre MEC e Iphan  
A parceria foi iniciada ainda em 2010 e consolidada a partir da participação do MEC no II Encontro Nacional de Educação Patrimonial – II ENEP, realizado em Ouro Preto (MG) em julho de 2011.
A Educação Patrimonial passou a integrar o Macro-campo “Cultura e Artes” do Programa Mais Educação com uma atividade específica que vem sendo construída pelo Grupo Técnico interdepartamental formado com esse fim, e coordenado pela Ceduc/DAF.

O Programa Mais Educação da Secretaria de Educação Básica do MEC envolve, atualmente, 30 mil escolas das redes municipais e estaduais. Em 2012, a expansão do Programa deve incluir, pela primeira vez, escolas de ensino fundamental no campo, com a perspectiva de ingresso de 5 mil escolas da área rural.

O Mais Educação integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como uma estratégia do Governo Federal para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral. Essa estratégia promove a ampliação de tempos, espaços, oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de educar entre os profissionais da educação e de outras áreas, as famílias e diferentes atores sociais, sob a coordenação da escola e dos professores.

Trata-se da construção de uma ação intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais, contribuindo, desse modo, tanto para a diminuição das desigualdades educacionais, quanto para a valorização da diversidade cultural brasileira, reconhecendo que a educação deve ser pensada para além dos muros da escola, e considerar a cidade, o bairro e os bens culturais como potencialmente educadores, eles próprios.

Fazem parte do programa o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério do Esporte, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Defesa e a Controladoria Geral da União.

Fonte: Iphan

Professora premiada em Congresso de Extensão pela realização de projeto sobre cultura popular

A Profa. Dra. Marília Coelho, docente do Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp – Campus de Presidente Prudente – se destaca como uma das contempladas em 2011 na premiação do 6º Congresso de Extensão Universitária da Unesp. O Projeto Redescobrindo a cultura popular, uma iniciativa da professora desde 2002 e que mereceu premiação especial tem por principal objetivo o resgate, difusão e apoio das práticas populares de Presidente Prudente e região. Foi uma proposta piloto para ser desdobrada, beneficiando outras regiões do Estado de São Paulo.

"Sabe-se que a cultura popular é o celeiro da autêntica criatividade da cultura de um povo. É também sua expressão mais forte de autonomia e domínio. Esse trabalho é de fundamental importância para a preservação do patrimônio cultural imaterial de nossa cidade e região, já que na sua grande maioria, as diversas manifestações da cultura popular em nosso país continuam ofuscadas pelo domínio da cultura “dita” dominante, cultura esvaziada, anestesiante e massificadora", comenta a professora.

A pesquisa foi realizada com base em material bibliográfico de autores clássicos que desenvolveram um estudo minucioso sobre cultura popular no Brasil, como: Ricardo Azevedo, Alceu Araujo Maynard, entre outros. O trabalho foi desenvolvido em eventos como o Mapa Cultural Paulista, o Festival Nacional do Folclore de Olímpia/SP, visitas aos Museus do Folclore de Penápolis e de Olímpia/SP.

Como produto mais expressivo desse trabalho, o Projeto gerou 2 Livros Infantis, voltados para o público infantil de 7 a 10 anos de idade, intitulados:“Almanaque da cultura popular de Presidente Prudente e Região”, Volume 1 e Volume 2, todos na versão em pdf.

Veja também a versão animada.

Ao integrar o ensino e a pesquisa com as demandas sociais, o Projeto incorpora o comprometimento da comunidade universitária com interesses e necessidades da sociedade em todos os níveis e, o mais importante: articula o saber acadêmico ao saber popular. No caso do público infantil (seu principal alvo), a função sócioeducativa do material já editado, extrapola a mera informação sobre as práticas populares tradicionais de nossa região.

Ao utilizar uma linguagem característica de um Almanaque, proporciona um conhecimento e aproximação do público infantil com a cultura popular, estimulando a percepção de sua simbologia e importância. Dessa forma, sua ação sócioeducativa, compreendendo múltiplas funções, além de transmitir para as gerações futuras, as práticas, técnicas, representações que os grupos de indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, atua como um importante instrumento de reflexão.

Memória e identidade cultural

Resguardando uma memória e identidade cultural, possibilita a visibilidade dos processos de atualização, próprios de uma cultura viva. Alunos de diversas áreas passaram pelo Projeto. No entanto, a atuação do ex-bolsista, pedagogo e cartunista Deva Bakta foi decisiva para a pesquisa, adaptação dos textos originais, ilustração e por fim, a criação dos livros gerados a partir da proposta idealizada para o mesmo.

Através de articulações que foram emergindo naturalmente, o Projeto conquista o reconhecimento público, ganhando novas adesões e simpatia, terminando por ter sua proposta desdobrada para outra região do Estado de São Paulo – o Vale do Paraíba – iniciando este ano pela cidade de São José dos Campos, com o apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, dessa cidade. A cada região investigada, será gerado outro Livro Infantil, com as práticas populares específicas de cada localidade.

Dessa forma, a FCT/UNESP com uma proposta inovadora, assegura mais uma função de responsabilidade social da Universidade e, ao mesmo tempo, passa a marcar presença na luta dos demandantes pela preservação da cultura popular em nosso país.

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa - FCT UNESP (modificado)

Projeto A cor da Cultura disponibiliza material para professores

A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.


Leia na íntegra o marco conceitural

O Projeto disponibiliza um kit para professores que pode ser baixado pelo site. O kit é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País.

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizará o material físico aos municípios, porém, as escolas devem se cadastrar também via o citado portal. A solicitação ao MEC deve ser feita pelas secretarias de educação, incluindo o projeto em seu plano de ação de 2012.  A Cor da Cultura é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.

Segundo a pesquisadora Nilma Lima Gomes "O percurso de normatização decorrente da aprovação da Lei nº 10.639/03 deveria ser mais conhecido pelos educadores e educadoras das escolas públicas e privadas do país. Ele se insere em um processo de luta pela superação do racismo na sociedade brasileira e tem como protagonistas o Movimento Negro e os demais grupos e organizações partícipes da luta antirracista. Revela também uma inflexão na postura do Estado, ao pôr em prática iniciativas e práticas de ações afirmativas na educação básica brasileira, entendidas como uma forma de correção de desigualdades históricas que incidem sobre a população negra em nosso país" (Veja o Artigo completo).


Conheça a programação

Fonte: A cor da cultura/ Fundação Palmares

Projeto disponibiliza livros para download sobre produção cultural no Brasil




O projeto Produção Cultural no Brasil disponibiliza cinco livros com 101 entrevistas com produtores culturais brasileiros para download gratuito. O download é feito pelo site, onde também estão disponíveis vídeos das entrevistas.

O objetivo do projeto é tornar públicos o pensamento e as ações de importantes agentes da cultura brasileira, que muitas vezes fazem seu trabalho quase sem aparecer. São gestores, produtores, diretores e trabalhadores de bastidor. Entre alguns dos entrevistados estão nomes como Nelson Motta (produtor musical), Sérgio Vaz (poeta e fundador da Cooperifa), Inezita Barroso (cantora e apresentadora de TV), Hugo Possolo (ator e diretor do grupo Parlapatões) e Gilberto Gil (cantor, compositor e ex-ministro da Cultura).
O material foi editado de forma colaborativa por toda a equipe do Produção Cultural no Brasil, com coordenação de Roberto Taddei e Aloísio Milani. O projeto é uma realização da Casa da Cultura Digital e da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, com orçamento obtido via Cinemateca Brasileira e Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC).
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Capela das Mercês de São Luiz do Paraitinga será entregue ainda em 2011

A obra de reconstrução da Capela das Mercês de São Luiz do Paraitinga - SP, a mais antiga igreja da cidade, teve início em janeiro de deste ano.

O projeto arquitetônico, de autoria do Iphan, respeitou as feições originais da antiga capela, incorporando todos os remanescentes retirados dos escombros. Os restos das paredes de taipa devem ficar à mostra, marcando a diferença entre o original e a construção nova. A previsão é que a igreja seja aberta à população antes do Natal. Esse empreendimento está estimado em R$ 2 milhões.

”O levantamento de plantas, cortes, estudos e o material recuperado, permite, com segurança, refazer os detalhes da construção que ruiu”, explica o arquiteto Antônio Gameiro. A imagem de N. S. das Mercês, que dava nome à capela, foi resgatada dos escombros por voluntários luizenses, fragmentada em 94 pedaços. O Iphan promoveu a completa recomposição e restauração da santa, já devolvida à Diocese. Também o púlpito, o sino, a cruz, o cruzeiro, os pináculos, as janelas, o forro e outros elementos decorativos, assim como os tijolos e as telhas devem voltar a integrar a igreja.

Videodocumentário sobre a história da cidade

O filme será distribuído a todas as escolas do município, reforçando a importância de São Luiz do Paraitinga para a história do Brasil e situando o momento atual.


O que estamos fazendo na cidade?
O vasto patrimônio cultural do município será mapeado por meio do Inventário Nacional de Referências Culturais - INRC, metodologia desenvolvida pelo Iphan para a identificação do patrimônio cultural brasileiro. Com o INRC é possível documentar aspectos e marcos da vida social considerados referências de identidade para um grupo ou comunidade. Desenvolvido a partir de métodos etnográficos, o INRC sistematiza as pesquisas desenvolvidas pelo Iphan. A equipe responsável conta com uma geógrafa (Fernanda Correia), uma historiadora (Marly Rodrigues), um sociólogo (Clayton Peron), uma antropóloga (Daniela Perutti), além de três estagiários da área de ciências humanas. A empresa contratada para realização deste Inventário (Memórias Assessoria e Projetos) deve concluir até agosto o levantamento.

Outros projetos 

A cidade ganhará um centro cultural no imóvel do Cine Éden, que abrigou o primeiro cinema da região, em 1915. O estudo preliminar de arquitetura foi elaborado por técnicos do Iphan de São Paulo. Além do espaço de exibição de filmes, haverá um bar, uma sala comercial e uma área administrativa. O projeto executivo, arquitetônico e de engenharia, está em fase de elaboração.

A “cápsula do tempo”, encontrada entre os escombros da Igreja Matriz, será totalmente restaurada até julho. Essa caixa, enterrada sob a igreja em 1927, continha importantes documentos históricos, como um exemplar do jornal O Luizense, a programação do Cine Éden Paulista e do Teatro Santinha. Havia também um caderno manuscrito, com cerca de 200 páginas, nas quais nomes de moradores, descrições de prédios e estabelecimentos, dados de políticos e autoridades são citados, com fotos, nome de todas as ruas e até o preço estimado de cada uma das casas.

O restauro da Igreja do Rosário, o paisagismo e a restauração da Casa Oswaldo Cruz, onde será instalado o Memorial da Reconstrução, além das obras em dois imóveis privados de moradores carentes do centro histórico serão realizadas em parceria com o Instituto Elpídio dos Santos. O início desses empreendimentos deve ocorrer ainda em 2011.
Muitas outras ações do Iphan estão em curso neste ano.

Fontes: Ascom/Iphan Fotos: Fernanda Correia

Ações do Iphan em São Luiz do Paraitinga

No início de 2010, o centro histórico de São Luiz do Paraitinga foi completamente inundado, devido às fortes chuvas. O nível de água da chuva chegou a 11 metros de altura, cobrindo completamente o Mercado Municipal e causando o arruinamento de mais de 20 imóveis, entre eles a Igreja Matriz. A maior parte destes imóveis já era tombado como patrimônio histórico estadual, através do CONDEPHAAT.

Foi um ano intenso de salvamento e restauração desse patrimônio histórico. Logo após a tragédia, todo o corpo técnico do Iphan-SP foi mobilizada para ajudar a população e salvar o patrimônio histórico da cidade. Especialistas do Iphan de Goiás, que enfrentaram uma tragédia similar em 2001, também se ofereceram para contribuir e foram fundamentais no trabalho emergencial. 

O Ministério da Cultura destinou R$ 10 milhões para obras emergenciais de São Luiz do Paraitinga. Esses recursos foram empenhados na limpeza dos terrenos dos imóveis arruinados, além do escoramento de paredes e os demais projetos realizados pelo Iphan, e descritos na tabela abaixo.
 
Todas as peças encontradas nas igrejas foram resgatas num processo minucioso, totalmente manual. Dezesseis imagens sacras, como a de Nossa Senhora das Mercês, e São Luiz de Tolosa, padroeiro da cidade, foram totalmente restauradas e entregues à população. Mais de 700 fiéis compareceram à missa realizada em no final de novembro, que marcou a conclusão dos trabalhos de limpeza e resgate das igrejas e a entrega dos santos restaurados.

No final do ano passado, uma festa popular com 4 bandas locais, 2 grupos folclóricos, a Fanfarra Municipal, bonecões, arautos e mais uma dezena de atores marcou a celebração do tombamento do centro histórico como patrimônio brasileiro. Cerca de 2 mil pessoas participaram do evento, durante a tarde e a noite de domingo, 19 de dezembro. A missa ocorreu sob a estrutura de proteção do canteiro de obras da igreja. Construída com metal e telhas de amianto, a estrutura possui o mesmo volume do monumento arruinado, recompondo a paisagem urbana. O trabalho minucioso de resgate das peças sacras e o extenso levantamento documental produzido a respeito dos monumentos permitirá fiel reprodução das igrejas. No terreno da igreja Matriz, foram resgatadas 598 peças sacras, além de cerca de 313 mil tijolos e todos os pedaços do forro.

Nessa data também, o Iphan distribuiu pela cidade 10 mil cartões-postais contendo fotos recentes, reforçando a imagem de São Luiz do Paraitinga colorida, festiva e bonita. Produzidos em parceria com a Imprensa Oficial, os postais estão sendo distribuídos gratuitamente durante o mês de janeiro, em bares, restaurantes e outros pontos e grande movimentação do conjunto tombado.

O Iphan-SP montou um escritório técnico na cidade, propiciando a aproximação com a população, cuja parceria e reconhecimento foram e estão sendo essenciais no processo de recuperação da cidade. O trabalho conjunto de diversos órgãos do governo e a sociedade civil está reerguendo São Luiz do Paraitinga, elevando a auto-estima dos moradores. A cidade retomou o turismo e já prepara intenso calendário para o ano de 2011.

Investimentos do Iphan em São Luiz do Paraitinga

Exercício de 2010
                                                     
                                                                                
1        Salvamento dos remanescentes das igrejas Matriz e Mercês, trabalhos de limpeza e escoramento de 20 imóveis públicos e privados    - R$2.850.000,00
                                                                                
2        Estudo de instrução do tombamento federal - R$ 30.000,00
                                                                                
3        Obras emergenciais Igreja do Rosário, Casa Oswaldo Cruz e Instituto Elpídio dos Santos - BNDES  - R$ 1.000.000,00
                                                               
4        Festa popular: celebração do tombamento nacional - R$ 60.850,00
                                                               
5        Vídeo-documentário sobre a história da cidade - R$ 6.500,00
                                                               
TOTAL 2010        
R$3.947.350,00
                                                                                
                                                                                
Exercício de 2011                                                     
                                                                                
1        Restauro da Igreja do Rosário - $2.517.210,45
                                                                                
2        Reconstrução da Igreja das Mercês - R$1.300.000,00
                                                                                
3        Projeto executivo do Cine Éden (arquitetura e engenharia)  - R$ 67.000,00
                                                                                
4        Projeto executivo do Casa Elpídio dos Santos (arquitetura e combate a incêndio) - R$ 14.500,00
                                                                                
5        Projeto museográfico do Memorial da Reconstrução na Casa Oswaldo Cruz - R$ 190.000,00
                                                                                
6        Reconstrução de 2 imóveis privados no centro histórico de SLP  - R$ 533.149,08
                                                                                
7        Projeto de paisagismo do bosque da Casa Oswaldo Cruz  - R$ 144.500,00
                                                                                
8        Obra de paisagismo no bosque da Casa Oswaldo Cruz - R$ 250.000,00
                                                                                
9        Implantação do Memorial na Casa Oswaldo Cruz e construção de anexo - R$ 820.135,15
                                                                                
10        Restauro da “cápsula do tempo” - R$ 48.357,00
                                                                       
11        Oficina de informática para educação patrimonial - R$ 6.125,00
                                                                       
12        Inventário Nacional de Referências Culturais do patrimônio imaterial - R$ 78.900,00
                                                                       
TOTAL 2011        R$ 5.969.876,68
                                                                                
TOTAL em obras e serviços        R$ 9.917.226,68

Fonte: Ascom/Iphan-SP
Fotos: Portal R7, VNews