Exposição Genesis, de Sebastião Salgado, está em São Paulo até 1 de Dezembro



Desde o dia 5 de setembro, o SESC Belenzinho apresenta a Mostra Fotográfica de Sebastião Salgado, GENESIS. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição fica em cartaz até o dia 1º de dezembro. 
A abertura mundial aconteceu no National History Museum de Londres, dia 9 de abril, com patrocínio da Vale através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e está em cartaz no Jardim Botânico do Rio de Janeiro até 26 de agosto.

Com 245 fotografias, divididas em cinco seções geográficas, a mostra inédita revela maravilhas que permanecem imunes à aceleração da vida moderna – montanhas, desertos, florestas, tribos, aldeias, animais -, imagens que o fotógrafo brasileiro, radicado em Paris, registrou entre 2004 e 2011. 
Na obra de Sebastião Salgado, este é o terceiro mergulho de longa duração em questões globais. Trabalhadores (1986-1992) e Êxodos (1994-1999) retrataram as duras consequências das radicais mudanças econômicas e sociais sobre as vidas humanas. “Desta vez, ele trata do nosso ambiente natural”, descreve a curadora Lélia Wanick Salgado, “mas, ao invés de colocar os holofotes nas consequências da poluição e das alterações climáticas sobre a terra, o mar e o ar, Salgado nos oferece um poema de amor, com imagens que exaltam a majestade e a fragilidade do nosso planeta, retratando a beleza deslumbrante de um mundo ‘perdido’ que de alguma maneira ainda sobrevive. 
E essa beleza proclama: isso é o que está em perigo, isso é o que devemos salvar”.
Além da exposição, as imagens compõem um livro lançado pela Taschen, editado e desenhado por Lélia Wanick Salgado.


 
Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC, “o trabalho atual de Sebastião Salgado possui um elemento diferencial, que é o protagonismo impresso por ele ao sistema de forças da natureza, no qual vez ou outra aparece o ser humano, em estado de comunhão”. Danilo recorda que “as lentes de Salgado testemunharam, ao longo das últimas décadas, facetas tão preciosas quanto desconhecidas do mundo, e, por meio de suas fotografias, o mundo pôde refletir sobre elas, veladas que estavam até então. A pungência deste trabalho reside na interseção entre política, geografia e estética”.

DEZENAS DE VIAGENS
Trabalhando, como sempre, em preto e branco, Salgado fez mais de 30 viagens diferentes a regiões remotas do globo – a maioria delas, inóspita e de dificílimo acesso - nesses oito anos, desde 2004. Cada saída de sua base em Paris envolveu aviões de pequeno porte, helicópteros, barcos e canoas, e exigiu frequentemente longas caminhadas em terrenos difíceis, enfrentando extremos de temperatura.
As viagens, cada uma de várias semanas de duração, resultaram num conjunto de imagens que, ao final, foi dividido em cinco seções que formam os núcleos da exposição. “Optamos inicialmente por uma aproximação temática”, explica Lélia, “destacando as origens geofísicas da terra, seus animais e sociedades primitivas. Porém, as explorações às diversas regiões resultaram em imagens dedicadas a temas também diversos. Decidimos, então, organizar as fotografias em ecossistemas, acreditando ser esta a melhor maneira de vislumbrar o funcionamento da natureza”.

PLANETA SUL
A Antártida, suas paisagens congeladas e seus destemidos animais, como pinguins, leões marinhos e baleias, fotografados inclusive em suas zonas de reprodução na Península Valdés.
Também estão nessa seção imagens do Sul da Georgia, as Falklands/Malvinas, o arquipélago Diego Ramirez e as Ilhas Sandwich, onde as numerosas espécies de albatrozes, petréis-gigantes, cormorões e também pinguins vivem.

SANTUÁRIOS
Abrindo com as singularíssimas paisagens vulcânicas e a fauna das Ilhas Galápagos, engloba ainda as populações anciãs da Nova Guiné e Irian Jaya, os Mentawai da Ilha Siberut (nos arredores da província de Sumatra, na Indonésia), e paisagens, vida selvagem e vegetação dos diferentes ecossistemas de Madagascar.

 ÁFRICAA impressionante variedade de imagens: da extraordinária vida selvagem do Delta de Okavango, na Botswana, até os gorilas do Parque Virunga, na divisa de Ruanda, Congo e Uganda; do grupo Himba, da Namibia, e dos tribais Dinkas do Sudan, até a população do Deserto Kalahari em Botswana; das tribos do Omo Sul, na Etiópia, até as antigas comunidades cristãs do norte da Etiópia.
Na África, revelam-se espetaculares - e numerosos - desertos, com suas cores indo do cinza escuro até o vermelho profundo, suas texturas de areia e pedra; alguns são planos, como oceanos, outros estão interrompidos por montanhas áridas. Em algumas imagens capturadas na Líbia e na Argélia, veem-se sinais de vida, não somente cactos e roedores mas também na arte rupestre datada de milhares de anos.

TERRAS DO NORTE
Mostra as visões do Alasca e do Colorado, nos Estados Unidos; as paisagens naturais do Parque Nacional Kluane, no Canadá; estão aqui também o extremo Norte da Rússia, incluindo o local de reprodução do urso polar na ilha Wrangel, a população indígena Nenet, no norte da Sibéria, e também a península Kamchatka, na ponta mais oriental da Rússia. AMAZÔNIA E PANTANALA enorme floresta tropical, vista do céu, é cortada pelo rio Amazonas e seus afluentes – e o desenho lembra uma gigantesca árvore da vida, com braços e mãos se estendendo do coração do Brasil em direção aos países vizinhos. Seguindo em direção ao Norte para capturar os Tepuis Venezuelanos, as mais antigas formações geológicas na terra, a seção inclui ainda as imagens da vida selvagem do Pantanal no Mato Grosso, da tribo indígena Zo’e, “contatada” pela primeira vez há apenas duas décadas, assim como as tribos mais assimiladas do alto Rio Xingu.
OLHAR EM VOLTA E CUIDAR DA TERRA“Nosso objetivo é  abrir os olhos do público para as maravilhas da Terra - mas não somente aquelas que tivemos a oportunidade de encontrar e captar para o GENESIS”, ressalta ainda Lélia. “Aqueles lagos, montes, parques e jardins que estão ao alcance representam nosso contato mais frequente com a Natureza. E é no dia-a-dia que começa a batalha da conservação”.  O idealismo das propostas de fôlego de Lélia e Sebastião Salgado tem forma concreta no Instituto Terra, em Minas Gerais, onde estão reflorestando a propriedade de 700 hectares com espécies originais da Mata Atlântica. “Os montes secos de uma década atrás hoje estão cobertos por uma vegetação densa”, celebram. “Esperamos que GENESIS desperte e estimule participantes ativos na conservação de uma herança universal que está implorando nosso cuidado e atenção”. E conclui: “assim como em Trabalhadores e Êxodos, esperamos que as questões trazidas pelas fotografias sejam exploradas em palestras, debates, sites de internet e programas para escolas”.


SERVIÇO

GENESIS – Sebastião Salgado
Curadoria: Lélia Wanick Salgado

SESC Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1.000
Tel.: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Visitação de 05 de setembro até 01 de dezembro.
Terça a sábado, das 10h às 21h.
Domingos e feriados, das 10h às 19:30h.
Agendamento de visitas educativas – de terça a sexta, 9h às 18h, pelo agendamento@belenzinho.sescsp.org.br

Estacionamento
R$6,00 (1ª hora) + R$1,00 (p/hora) – não matriculado
R$3,00 (1ª hora) + R$1,00 (p/hora) – matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo / usuário
Fonte: Revista Museu

Manual para candidaturas a patrimônio mundial

O manual oferece conselhos para propostas de extensão de um bem já considerado Patrimônio Mundial, já que uma extensão significativa é tratada como uma nova candidatura. Serve também para aqueles que estão envolvidos com o desenvolvimento de candidaturas de bens para o Patrimônio Mundial e pode ser útil para a preparação de Listas Indicativas além de outras iniciativas de listagem no patrimônio. 

Este manual é a tradução da segunda edição de seu original. A primeira edição, de 2010, tomou como referência o título Operational Guidelines for the Implementation of the World Heritage Convention (2008). Este manual é baseado na nova versão das Orientações Técnicas (2011). 

Uma parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Centro Lúcio Costa e o Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO resultou na publicação em português do manual para elaboração de candidaturas de bens a patrimônio mundial. Até agora, este manual existe nas versões em inglêsfrancês 

A Série Manual de Referência do Patrimônio Mundial 
 
Desde a adoção da Convenção do Patrimônio Mundial, em 1972, a Lista do Patrimônio Mundial vem evoluindo e crescendo continuamente. Com esse crescimento, surgiu a necessidade crucial de orientar os Estados-parte acerca da implementação da Convenção. Várias reuniões de especialistas e resultados de relatórios periódicos identificaram a necessidade de mais treinamento focado e capacitação em áreas específicas nas quais os Estados-parte e os gestores de sítios listados como Patrimônio Mundial precisam de maior apoio. O desenvolvimento de uma série de manuais de referência do patrimônio mundial (World Heritage Resource Manuals) vem em resposta a essa necessidade

A publicação desta série é um esforço conjunto dos três órgãos consultivos da Convenção do Patrimônio Mundial: International Center for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property1 (ICCROM), Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) (ICCROM, ICOMOS and IUCN) e do Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO como secretaria da Convenção.

Fonte: Unesco e Iphan

Prêmio voltado ao patrimônio arqueológico brasileiro

O Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNA/IPHAN) lança o Prêmio Luiz de Castro Faria que premiará pesquisas acadêmicas relativas à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro.

De caráter nacional, os vencedores da primeira edição do Prêmio receberão para as categorias de Monografia de Graduação, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil reais, respectivamente, observando os devidos descontos previstos em lei.

Os trabalhos deverão ser entregues no CNA ou enviados por Correio (por correspondência registrada com Aviso de Recebimento-AR) até às 18 horas do dia 11 de outubro de 2013. O carimbo de postagem do Correio será considerado como comprovante de remessa no prazo. A inscrição será efetivada mediante a apresentação do trabalho e a aceitação por parte do autor concorrente, das disposições que regulam o Concurso.

Os trabalhos vencedores poderão ser indicados, citados, descritos, transcritos ou utilizados pelo IPHAN, total ou parcialmente, em expedientes, publicações – internas ou externas – cartazes ou quaisquer outros meios de promoção e divulgação do patrimônio arqueológico, incluindo os devidos créditos. Os vencedores serão anunciados no dia 05 de dezembro de 2013.

Edital do Prêmio

Ficha de inscrição

História do Antropólogo Luiz de Castro Faria - Acervo Virtual

O acervo virtual Luiz de Castro Faria é resultado do trabalho realizado pela equipe do projeto História da Antropologia no Acervo Luiz de Castro Faria. O projeto foi realizado no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST-MCT), com apoio do CNPq - Edital Preservação da Memória Científica -, durante o período de 12 de julho de 2004 a 12 de julho de 2006. O objetivo principal do projeto foi de realizar a classificação documental e obter, ao final, um inventário analítico dos documentos do arquivo pessoal do antropólogo Luiz de Castro Faria.

Doado ao Museu de Astronomia em 2000, o arquivo pessoal de Castro Faria, reúne 59 caixas-box (divididas, pelo autor, em duas partes (antiga e nova), com duas séries de numeração (de 1 a 25 e de 1 a 34) e resultou no fichamento de 7.334 documentos textuais e iconográficos. Ao doá-lo, Castro Faria nomeou um Conselho Curador para administrar o seu acervo, composto pelos antropólogos Moacir Palmeira, Alfredo Wagner Berno de Almeida e por Heloisa Maria Bertol Domingues. Esta última, historiadora da ciência, do MAST. O Conselho Curador, enquanto coordenador desse projeto, esteve à frente do trabalho de classificação documental, realizado por Ana Amélia Canez Xavier e Anamaria de Souza Fagundes, mestras em antropologia social.

O acervo virtual Luiz de Castro Faria divulga a obra deste antropólogo ímpar, através de uma pequena mostra dos seus documentos, dividida em partes que falam sobre ele, sobre seu trabalho, e apresenta seu arquivo e biblioteca. Há ainda uma seleção de imagens, áudio e vídeo na seção multimídia.

Acesse o Acervo Virtual

Fonte: Iphan e Mast

Dossiês dos Bens Culturais Imateriais registrados no Brasil para download

O Decreto n° 3.551/2000 institui o registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro e cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial.

Os Bens são agrupados por categoria e registrados nos seguintes livros:

  • Livro de Registro dos Saberes, para os conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades;
  • Livro de Registro de Celebrações, para os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social;
  • Livro de Registros das Formas de Expressão, para as manifestações artísticas em geral; Livro de Registro dos Lugares, para mercados, feiras, santuários, praças onde são concentradas ou reproduzidas práticas culturais coletivas.
Fonte: Iphan

Os Dossiês do Patrimônio Imaterial são o resultado de toda a pesquisa que gerou os registros de bens culturais do Patrimônio Imaterial Brasileiro. Os livros são distribuídos para instituições de ensino e da sociedade civil. Não estão à venda e os arquivos estão disponíveis para download nos links abaixo:

1. Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
2. Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi  
3. Círio de Nossa Senhora de Nazaré  
4. Samba de Roda do Recôncavo Baiano  
5. Modo de Fazer Viola-de-Cocho  
6. Ofício das Baianas de Acarajé  
7. Jongo no Sudeste  
8. Cachoeira de Iauaretê – Lugar sagrado dos povos indígenas dos Rios Uaupés e Papuri  
9. Feira de Caruaru  
10. Frevo  
11. Tambor de Crioula do Maranhão  
12. Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo  
13. Modo artesanal de fazer Queijo de Minas, nas regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre  
14. Roda de Capoeira  
15. Ofício dos mestres de capoeira  
16. Modo de fazer Renda Irlandesa (Sergipe)  
17. O toque dos Sinos em Minas Gerais  
18. Ofício de Sineiro  
19. Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis (Goiás)  
20. Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe  
21. Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro  
22. Festa de Sant' Ana de Caicó  
23. Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão  
24. Saberes e Práticas Associados aos Modos de Fazer Bonecas Karajá 
25. Rtixòkò: expressão artística e cosmológica do Povo Karajá

Prêmio Culturas Populares

Inscrições estarão abertas até o dia 5 de abril
 
A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) abre inscrições para o Prêmio Culturas Populares 2012, neste sábado, dia 5 de janeiro de 2013. O edital foi publicado no Diário Oficial da União no dia 5 de novembro de 2012.

O edital terá um investimento total de R$5 milhões. Nesta edição homenageia o ator, produtor e cineasta paulista Amácio Mazzaropi, que completaria 100 anos de idade no dia 9 de abril de 2012. Serão selecionados 350 premiados – incluindo o homenageado – dentre Mestres (170 prêmios), Grupos/Comunidades (170 prêmios) e Mestres in memoriam (10 prêmios).

O Prêmio tem como objetivo reconhecer a atuação de Mestres e Grupos/Comunidades responsáveis por iniciativas exemplares que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras. De acordo com o Edital, entende-se por iniciativas exemplares, as que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras como ações e trabalhos, individuais ou coletivos, que fortalecem as expressões culturais populares, contribuindo para sua continuidade e para a manutenção dinâmica das diferentes identidades culturais no Brasil.

O edital destina-se a Mestres da Cultura Popular e a grupos ou comunidades que desenvolvam iniciativas que destaquem e fortaleçam as expressões da Cultura brasileira.

Também podem participar do Prêmio Culturas Populares 2012 projetos que desenvolvam atividades de retomada de práticas populares em processo de esquecimento e difusão das expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem, em todas as suas formas e modos próprios como religião; rituais e festas populares; arte popular; mitos, histórias e outras narrativas orais; processos populares de transmissão de conhecimentos; medicina popular; alimentação e culinária popular; pinturas, desenhos, grafismos e outras formas de artesanato e expressão plástica; escritos; danças dramáticas; audiovisual; dentre outros.

As inscrições poderão ser realizadas pela internet, por meio do Sistema SalicWeb, ou por via postal, sendo necessário, em ambos os casos, encaminhar a documentação e anexos exigidos pelo Edital.

O Prêmio

O Prêmio Culturas Populares foi instituído pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) no ano de 2007, como forma de reconhecer a atuação exemplar de Mestres e de Grupos/Comunidades praticantes de expressões das culturas populares brasileiras, fortalecendo as expressões ao mesmo tempo em que identifica, valoriza e dá visibilidade às atividades culturais protagonizadas por Mestres e Grupos/Comunidades com ênfases na estratégia de preservação de suas identidades culturais. O Prêmio já teve três edições, somando 695 iniciativas premiadas em todo o país com um investimento total de R$ 6,9 milhões.

O homenageado

Amácio Mazzaropi teve uma infância pobre, mas despertou seu interesse pelo teatro desde pequeno.Começou a atuar na cidade de Taubaté (SP) em 1931 e, em 1942 montou a Troupe Companhia Amácio Mazzaropi e passou a viajar pelo interior do país com um pavilhão – um barracão de tábuas corridas, coberto de lona, com cadeiras e bancos de madeira para a plateia – chamado de Teatro de Emergência.

Em 1943 recebe uma herança da avó Maria Pitta e realiza o sonho de colocar uma cobertura de zinco em seu pavilhão e assim, poder estrear na capital. O pavilhão é instalado no Bairro de Santana e se torna sucesso, com a casa sempre cheia. Com o sucesso, Mazzaropi assina contrato com o Teatro Colombo onde atuou por mais de um ano.

Em 1946 passa a fazer o Programa Rancho Alegre na Rádio Tupi sob a direção de Cassiano Gabus Mendes. No fim do ano, ele assina contrato com a Companhia Dercy Gonçalves e atua ao lado da atriz, na super revista Sabe lá o que é isso? de Jorge Murad, Paulo Orlando e Humberto Cunha, no Cine Theatro Odeon.

Em 1951 surge o primeiro convite para o cinema, feito pelos diretores Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Ele fez três filmes pela companhia (Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho), ao mesmo tempo em que trabalhava na novela sertaneja o “Bernard Shaw do Tucuruvi”, das Emissoras Associadas.

Ao todo, foram 32 filmes realizados pelo ator que faleceu, no dia 13 de junho de 1981, aos 69 anos, em São Paulo. Dentre os principais filmes estrelados por Mazzaropi estão: A Carrocinha (1955); O Gato da madame, Fuzileiro do Amor e o Noivo da Girafa (1956); Chico Fumaça e Chofer de Praça (1958); Jeca Tatu e Pedro Malasartes (1959).

Em 1995, foi fundado no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté, o Museu Mazzaropi. O Museu, que retrata todo a história do artista, realiza, sempre em abril, a Semana Mazzaropi.

Informações

Dúvidas e informações referentes a este Edital poderão ser esclarecidas e/ou obtidas junto à SCDC/MinC, por meio do endereço eletrônico: culturaspopulares@cultura.gov.br.
Confira aqui o Edital no D.O.U.
Confira aqui o Edital em PDF.

(Fotos: Site oficial do Mazzaropi)
(Fonte: SCDC/MinC)
(Texto: Ascom/MinC)

Coleção História Geral da África realizado pela Unesco

Oito volumes gratuitos para Download 

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
Fonte: Unesco

Download gratuito (somente na versão em português):

MERCOSUL Cultural passa a contar formalmente com estrutura para tratar de temas culturais

A denominação MERCOSUL cultural fará referência à reunião dos ministros da Cultura e das outras instâncias especializadas, como a de patrimônio cultural, dos países integrantes do Bloco. O Conselho do Mercado Comum (CMC), instância máxima do MERCOSUL, aprovou a estrutura orgânica e o Regimento Interno do MERCOSUL Cultural, composta pela Reunião de Ministros da Cultura (RMC) e os seguintes órgãos: o Comitê Coordenador Regional (CCR), a Secretaria do MERCOSUL Cultural (SMC), a Comissão de Patrimônio Cultural (CPC), a Comissão de Diversidade Cultural (CDC), a Comissão de Economia Criativa e Indústrias Culturais (CECIC) e o Fórum do Sistema de Informação Cultural do MERCOSUL (SICSUR).
A CPC, como órgão permanente de assistência à RMC no que corresponde ao patrimônio cultural, terá uma Coordenação Executiva que acaba de ser instalada pelo governo uruguaio em Montevidéu, conforme havia sido negociado e acordado entre todos os países integrantes na V Reunião da CPC, durante a presidência protempore uruguaia, realizada no final de 2011.
O MERCOSUL Cultural vai favorecer a consolidação dos mecanismos e instrumentos de gestão da área cultural para o Bloco. Os países participantes são Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela – e associados, como Bolívia, Chile, Equador, Peru e Colômbia. Pela delegação brasileira, têm participado de modo intenso, nesses últimos anos, representantes da Diretoria de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, da Divisão de Assuntos Culturais Multilaterais do Ministério de Relações Exteriores e da Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Para saber mais: Veja a Decisão MERCOSUL/CMC nº 15/12

Fonte: Iphan

Projeto Fortalezas Multimídia - Santa Catarina

Tela do MultimídiaO Projeto Fortalezas Multimídia é uma realização da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e desde 1995 tem como objetivo promover o estudo, a divulgação, a valorização e a preservação das Fortificações Militares no Brasil e no Mundo, por intermédio da utilização de recursos computacionais multimídia.

Os recursos multimídia podem ser utilizados para estudo, sistematização, divulgação, valorização e preservação do patrimônio cultural, com uma alta capacidade de interatividade, seletividade e abrangência de informações, servindo como suporte ao desenvolvimento de ações de caráter educacional, cultural e turístico. A preocupação com o estudo e a preservação do patrimônio cultural levou à criação do Projeto Fortalezas Multimídia, no final de 1995, pelo arquiteto Roberto Tonera da UFSC.

Concluída a restauração física das Fortalezas catarinenses, gerenciadas pela Universidade Federal, fazia-se necessário intensificar a revitalização destes monumentos, promovendo a sua difusão no Brasil e internacionalmente, propiciando ao público em geral acesso interativo a um fantástico universo de informações sobre estas fortificações, sobre a história de Santa Catarina e do Brasil. A sistematização e disponibilização dessas informações em meio digital possibilitam, com certeza, a otimização do potencial cultural, educacional e turístico destes monumentos. Além disso, a valorização das fortificações militares históricas vem promovendo ainda o desenvolvimento turístico das regiões onde estas construções estão inseridas e contribuindo para a geração de novos empregos.

RELEVÂNCIA

Tela do Multimídia O sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina foi construído durante o século XVIII para assegurar o domínio português nessa região, tendo sido fundamental na consolidação dos limites do Brasil meridional. As Fortalezas são as construções remanescentes mais antigas do Estado, representando o marco zero neste processo de ocupação. A importância destas fortalezas ganha ainda mais destaque neste ano quando o Sistema Defensivo completa 262 anos de existência.  

As construções mais significativas desse Sistema são as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa, Santo Antônio de Ratones e Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, todas sob a tutela das UFSC. Concluída a restauração física das Fortalezas gerenciadas pela UFSC, faz-se necessário intensificar a revitalização destes monumentos, promovendo a sua difusão no Brasil e internacionalmente, propiciando ao público em geral acesso interativo a um fantástico universo de informações sobre estas fortificações, sobre a história de Santa Catarina e do Brasil.

A sistematização e disponibilização dessas informações em meio digital possibilitará com certeza a otimização do potencial cultural, educacional e turístico destes monumentos. Além disso, a valorização das fortificações históricas promoverá ainda o desenvolvimento turístico das regiões onde estas construções estão inseridas.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi a escolhida para o primeiro CD-ROM da coleção sobre fortificações, visto ser a principal e maior fortaleza do Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina. A Fortaleza Capitânia, como também era conhecida, foi, além de sede do primeiro governo da capitania de Santa Catarina, a primeira fortaleza a ser adotada pela UFSC em 1979 e a primeira a ser restaurada. Hoje, a Fortaleza de Anhatomirim recebe aproximadamente 65% do contingente de visitantes das fortificações catarinenses.
Fonte: Projeto Fortalezas

8º Seminário de Cidades Fortificadas e 3º Encontro de Gestores de Fortificações

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército – DPHCEx, a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e o Espacio Cultural Al Pie de la Muralla convidam para a participação no 8º Seminário de Cidades Fortificadas e 3º Encontro de Gestores de Fortificações que será realizado no período de 22 a 26 de outubro de 2012, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, sob a organização da DPHCEx.

O evento originou-se em 2005 no Uruguai, onde ocorreram as cinco primeiras edições sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla. Em 2010 a Universidade Federal de Santa Catarina deu início à trajetória brasileira do seminário em Florianópolis e, em 2011 a Prefeitura de Bertioga foi a anfitriã e organizadora do evento. A edição de 2012 terá a participação de estudiosos e gestores brasileiros (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo) e de diversos países convidados (Chile, Cuba, Holanda, México, Paraguai, Porto Rico, Portugal e Uruguai) permitindo um enriquecedor intercâmbio de pesquisas e experiências relacionadas ao estudo, à documentação, à preservação, à valorização e à gestão das fortificações históricas desses referidos países.

Acesse a página da 8ª edição do seminário para inscrição no evento e para outras informações:

Informações sobre as sete edições anteriores do seminário, inclusive com acesso aos textos integrais de todas as apresentações já realizadas, estão disponíveis no site.

Publicação voltada para educação patrimonial estará disponível nas escolas brasileiras

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o primeiro fascículo sobre Educação Patrimonial no Programa Mais Educação. O material disponível em http://bit.ly/iphamaiseducacao e que também será distribuído às escolas que optarem pela atividade é o primeiro do kit que englobará outros dois.

A ideia do projeto realizado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan é que os estudantes realizem inventários dos patrimônios locais nos territórios nos quais as escolas estão inseridas. Ao escolher desenvolver o projeto sobre Educação Patrimonial, a escola receberá recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Educação Integral – para aquisição de equipamentos audiovisuais. Desta forma, poderão elaborar e divulgar os inventários produzidos.

Serão máquinas fotográficas com a função filmagem; gravadores de áudio digital (MP3); HD externo; tripé de câmera; cartucho colorido de impressora ou apoio para serviço de impressão; fichas para o inventário, além de R$ 1.000,00 (mil reais) como apoio para as saídas de campo; e outros R$ 700,00 (setecentos reais) para produzir exposições, encontros, rodas de memória, mostras de filmes, e outros, a partir dos resultados do inventário.

O segundo fascículo, em elaboração, apresentará conceitos importantes para o desenvolvimento do trabalho como, por exemplo, cultura, memória e identidade. O terceiro trará um repertório de possíveis ações educativas ligadas ao tema. Também está em elaboração um caderno com orientações para a realização do inventário.

A parceria entre MEC e Iphan  
A parceria foi iniciada ainda em 2010 e consolidada a partir da participação do MEC no II Encontro Nacional de Educação Patrimonial – II ENEP, realizado em Ouro Preto (MG) em julho de 2011.
A Educação Patrimonial passou a integrar o Macro-campo “Cultura e Artes” do Programa Mais Educação com uma atividade específica que vem sendo construída pelo Grupo Técnico interdepartamental formado com esse fim, e coordenado pela Ceduc/DAF.

O Programa Mais Educação da Secretaria de Educação Básica do MEC envolve, atualmente, 30 mil escolas das redes municipais e estaduais. Em 2012, a expansão do Programa deve incluir, pela primeira vez, escolas de ensino fundamental no campo, com a perspectiva de ingresso de 5 mil escolas da área rural.

O Mais Educação integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como uma estratégia do Governo Federal para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral. Essa estratégia promove a ampliação de tempos, espaços, oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de educar entre os profissionais da educação e de outras áreas, as famílias e diferentes atores sociais, sob a coordenação da escola e dos professores.

Trata-se da construção de uma ação intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais, contribuindo, desse modo, tanto para a diminuição das desigualdades educacionais, quanto para a valorização da diversidade cultural brasileira, reconhecendo que a educação deve ser pensada para além dos muros da escola, e considerar a cidade, o bairro e os bens culturais como potencialmente educadores, eles próprios.

Fazem parte do programa o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério do Esporte, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Defesa e a Controladoria Geral da União.

Fonte: Iphan